Departamento de Justiça dos EUA descarta abrir investigação de direitos civis em caso de morte por agente de imigração

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não acredita que haja, no momento, fundamento para abrir uma investigação criminal por violação de direitos civis no caso do assassinato de uma mulher por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em Minneapolis, afirmou um alto funcionário do departamento nesta terça-feira à AP. Fontes ouvidas pelo New York Times também afirmaram que a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça — que costuma investigar mortes causadas por agentes do Estado — não abriu inquérito para apurar eventual violação de direitos civis da vítima. Segundo a Associated Press, embora uma investigação do FBI esteja em andamento, os advogados da Divisão de Direitos Civis foram informados na semana passada de que não participariam da investigação neste momento, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato. O caso está sob comando do FBI, que afastou a polícia local e conduz uma apuração detalhada sobre o episódio, incluindo a análise da atuação do agente de imigração responsável pelo disparo, Jonathan Ross, e de provas materiais, como a arma usada no disparo. A decisão de manter a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça fora da investigação sobre o assassinato de Renee Good, de 37 anos, representa uma mudança drástica em relação às administrações anteriores, que costumavam agir rapidamente para investigar casos de disparos contra civis por agentes da lei por possíveis violações de direitos civis. Initial plugin text A investigação federal sobre a morte de Renee Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE na última quarta-feira durante um protesto em Minneapolis, também caminha para não resultar em acusações criminais contra o responsável pelo disparo. Segundo informações do New York Times, investigadores avaliam que é “cada vez menos provável” que Ross seja formalmente indiciado.