O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 13, que a Polícia Federal (PF) entregou tampões de ouvido ao ex-presidente Jair Bolsonaro como forma de lidar com o barulho de um aparelho de ar-condicionado instalado próximo à cela onde ele está detido. Segundo Carlos, a medida foi adotada em vez da correção do problema estrutural. “Em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida”, escreveu. Ele também afirmou que o ruído é "enlouquecedor", intenso e constante. + Leia mais notícias de Política em Oeste De acordo com o comunicado, a entrega dos tampões demonstra que o problema é conhecido pelos responsáveis. “O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la”, afirmou. Carlos também disse que o barulho prejudica o repouso do ex-presidente e pode afetar sua saúde. “Ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante , especialmente quando impostas a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável”, escreveu. O comunicado afirma ainda que a situação não pode ser justificada pela prisão. “Nenhuma custódia autoriza humilhação, nenhuma medida administrativa pode substituir o dever do Estado de assegurar dignidade, integridade e humanidade”. Ao final, Carlos afirmou que “providências urgentes precisam ser adotadas”. https://twitter.com/CarlosBolsonaro/status/2011182246934585570 Caso de Bolsonaro segue sob análise no STF A reclamação sobre o barulho do ar-condicionado já foi levada ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF apresente esclarecimentos sobre o ruído na Superintendência da corporação em Brasília, onde Bolsonaro está detido desde o fim de novembro. A defesa do ex-presidente já pediu alterações na estrutura da cela, como isolamento acústico ou adequação do equipamento, para garantir “condições adequadas de repouso e permanência no local”. Em manifestações anteriores ao Supremo, os advogados também citaram o estado de saúde de Bolsonaro e relataram sintomas de ansiedade e depressão identificados por sua equipe médica. Em resposta, a PF afirmou que intervenções simples não resolveriam o problema e que uma solução definitiva exigiria obras complexas, bem como a paralisação total do sistema de climatização por tempo prolongado, o que prejudicaria os trabalhos normais na sede do órgão no Distrito Federal. Leia também: “A anistia inevitável” , artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste O post Bolsonaro recebeu tampões de ouvido para abafar ruído de ar-condicionado, diz Carlos apareceu primeiro em Revista Oeste .