Além de apresentar uma proposta financeira considerada acima da média para padrões do Brasil, o Flamengo tem ainda uma estratégia para convencer o West Ham a vender Lucas Paquetá. A articulação, soube o blog, passa por dialogar nos bastidores com pessoas próximas a David Sullivan, principal acionista do clube inglês e torcedor do West Ham. Ele é a chave da liberação. O Flamengo identificou algumas pontes nos Hammers e faz uma aproximação. Para isso, conta também com a boa vontade do empresário de Paquetá, Thássilo Soares. Tata, como é conhecido, tem se movimentado para fazer valer o desejo do atleta de voltar ao Brasil em ano de Copa do Mundo, que ganhou força após a absolvição na investigação sobre apostas. Paciência A condução da saída do West Ham, porém, é delicada, já que a equipe briga para não ser rebaixada. Ciente do cenário, o Flamengo adota paciência e cautela. Como trunfo, tem o acordo com Paquetá alinhado até 2030 e agora vai levar aos donos do clube esse desejo de ter de volta o seu cria de imediato, podendo pagar bem - até 40 milhões de euros (R$ 250 milhões). O Flamengo considera a saída em janeiro o cenário perfeito para todos os lados. No West Ham, Paquetá não esconde a vontade de jogar em sua terra. O técnico Nuno Espírito Santo já está ciente. Embora seja importante para a equipe inglesa, nenhum treinador gosta de escalar atletas insatisfeitos. Com o torneio em sua segunda metade, o clube ainda não conseguiu se livrar da zona de queda. Caso o pior se confirme, Paquetá representaria uma boa economia. No entanto, o West Ham poderia ganhar mais dinheiro o vendendo na Europa. O Totenham tentou, mas o apoiador recusou. E é aqui que a volta para o Flamengo surge como solução que agrade a todos. O clube inglês recupera parte do investimento e Paquetá vai para onde será acolhido para jogar a poucos meses da Copa.