A desistência do sambista Neguinho da Beija-Flor de concorrer ao Senado pelo PT do Rio de Janeiro neste ano abriu espaço para a resolução de uma racha na sigla. A candidatura do músico estava sendo articulada pelo prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, que passou a apoiar a deputada federal Benedita da Silva como nome da legenda para a vaga, nome defendido pelo líder da sigla na Câmara Lindbergh Farias. A disputa sobre quem seria o escolhido do PT na disputa havia provocado um mal-estar no partido, uma situação que arrefeceu com o apoio de Quaquá a Benedita. Rio: Articulação de Ceciliano para candidatura ao mandato-tampão gera reação pró-Paes no PT Promotor, ministro-relâmpago de Dilma e assessor de Lula: A trajetória do novo ministro da Justiça — Apoio Benedita ao Senado — disse Quaquá ao GLOBO na terça-feira. Nos últimos meses, os diferentes setores do partido no estado já vinham manifestando discordâncias devido à eleição de 2026. O principal ponto, hoje, é a disputa pelo Senado. Em dezembro, Quaquá já indicava a possibilidade de apoiar Benedita ao postar uma foto de uma reunião com a presença dela. "Benedita é um símbolo do PT e uma pessoa absolutamente respeitável. Tem uma história de vida muito bonita. Então combinamos de analisar juntos o quadro político e tomar nossas decisões no início do ano", escreveu à época. Benedita é o nome incentivado por Lindbergh, André Ceciliano e quadros como a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Quaquá e aliados, por sua vez, manifestavam apoio a Neguinho da Beija-Flor, que eles queriam filiar ao PT. Interlocutores ouvidos pelo GLOBO afirmam acreditar que a desistência do sambista ocorreu porque ele não desejava entrar na disputa política ou se comprometer com um mandato de oito anos na Casa Legislativa.