Com a saída do Real Madrid, a carreira de treinador de Xabi Alonso entra em um novo capítulo. Apesar da passagem conturbada pelo clube espanhol, o técnico segue valorizado no mercado europeu, sobretudo pelo trabalho de destaque realizado no Bayer Leverkusen. A avaliação, nos bastidores, é de que Alonso não ficará muito tempo sem clube, afirma o periódico espanhol As. Manchester United mira Rúben Neves como primeiro reforço da era Michael Carrick Por questões regulamentares, o treinador não poderá assumir outra equipe espanhola nesta temporada, já que comandou um clube do país recentemente. Com isso, o cenário mais provável aponta para uma mudança para outra liga. Três clubes aparecem como os principais interessados: Liverpool, Bayern de Munique e Manchester City. Os três têm treinadores no comando, mas vivem situações distintas. A permanência de Pep Guardiola no Manchester City segue como incógnita a médio prazo; no Bayern, o trabalho de Vincent Kompany é avaliado como mais estável no momento; já em Liverpool, o cenário é visto como o mais aberto a mudanças. Segundo Steve McManaman, ex-jogador do Real Madrid e do Liverpool, Xabi Alonso tem plena consciência do valor de mercado que mantém. — Ele passou por um período muito difícil, mas encontrará outro emprego muito em breve. Ele sabe disso — afirmou. Clubes como Tottenham e Manchester United, marcados por instabilidade frequente no comando técnico, também acompanham o cenário, embora sejam vistos como destinos mais difíceis de convencer o treinador neste momento. A passagem de Xabi Alonso pelo Real Madrid foi marcada por turbulências desde o início. A aposta em seu nome não partiu diretamente do presidente do clube, mas de integrantes da cúpula esportiva, que o viam como um técnico metódico e autoral, características nem sempre alinhadas à estrutura altamente centralizada do clube. A decisão foi tomada após um encontro em Madri com Fernando Carro, CEO do Bayer Leverkusen, quando Alonso ainda despertava interesse de outros grandes clubes europeus. Problemas no planejamento, divergências internas e questões ligadas à estrutura física e ao departamento de preparação agravaram o cenário. A sequência de resultados negativos no fim do ano e a condução de situações sensíveis no elenco, como a relação com Vinícius Júnior, contribuíram para o desgaste definitivo.