Defesa de Jair Bolsonaro reforça pedido de prisão domiciliar

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou novamente nesta terça-feira, 13, a conversão da pena de prisão em regime fechado por reclusão domiciliar humanitária. O requerimento, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , apresenta laudos médicos que indicam a necessidade de “presença contínua de um cuidador ou profissional de saúde”. Preso há quase três meses na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o ex-presidente enfrenta complicações clínicas que, segundo os advogados, não podem ser tratadas de forma adequada no cárcere. + Leia mais notícias de Política em Oeste A defesa alertou que Bolsonaro sofre de instabilidade motora, episódios de confusão mental e risco de descompensação cardiovascular súbita. Esses fatores, somados a histórico de obstruções intestinais e crises hipertensivas, exigem vigilância constante. O documento classifica o ambiente prisional como inadequado para garantir a presença permanente de cuidadores. Segundo os advogados, a cela não oferece condições mínimas para prevenir quedas, síncopes ou outros episódios de desorientação. https://www.youtube.com/watch?v=NI3tV3DTCOQ Os relatos indicam que Bolsonaro “não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro”. A defesa argumentou que a penitenciária não oferece os recursos mínimos necessários. Já o domicílio ou uma unidade hospitalar, segundo os advogados, pode garantir itens como cama com grade, piso adaptado e iluminação contínua. Assim, esses cuidados reduzem “significativamente riscos que, no cárcere, são estruturalmente inevitáveis”. Defesa de Bolsonaro destaca risco real de morte dentro da PF O episódio mais recente citado na petição envolve a queda sofrida por Bolsonaro na noite de 6 de fevereiro. A equipe médica da PF o atendeu somente na manhã seguinte, e Moraes autorizou o transporte ao hospital um dia depois. Os exames realizados indicaram traumatismo craniano leve, sem sangramento interno. Apesar do diagnóstico, a defesa considera que, dadas as condições clínicas e a idade do ex-presidente, o episódio poderia ter resultado em “um óbito ou uma sequela irreversível”. + Leia também: "Defensoria do DF abre apuração sobre condições de saúde de Bolsonaro na PF" “A inexistência de sangramento cerebral, longe de afastar a gravidade do quadro, apenas evidencia que o risco foi real e que o desfecho poderia ter sido substancialmente mais grave”, afirmaram os advogados. Os relatórios médicos enviados ao STF mostram a relação do quadro clínico atual às nove cirurgias abdominais feitas desde 2018, em decorrência da facada sofrida durante a campanha presidencial. Entre as recomendações médicas, estão o uso noturno de CPAP para auxílio respiratório, controle rigoroso da pressão arterial, dieta fracionada sob supervisão nutricional e monitoramento da massa muscular. https://www.youtube.com/watch?v=7QZtTqQo7Sk A rotina de cuidados inclui ainda acompanhamento multidisciplinar, com profissionais das áreas clínica, cardiológica, pneumológica, gastroenterológica, fisioterápica, fonoaudiológica e psicológica. Nesse sentido, a defesa conclui que manter Bolsonaro na prisão representa uma aposta no acaso. "A execução penal, sobretudo quando envolve pessoa idosa e clinicamente vulnerável, não pode se estruturar sobre a expectativa de que a sorte continue a intervir”, diz trecho do requerimento. “A tutela jurisdicional deve ser preventiva, e não reativa a tragédias consumadas.” + "Bolsonaro recebeu tampões de ouvido para abafar ruído de ar-condicionado, diz Carlos" O post Defesa de Jair Bolsonaro reforça pedido de prisão domiciliar apareceu primeiro em Revista Oeste .