Imagens impressionantes registraram o momento em que um parapente motorizado perdeu o controle no ar e caiu no Oceano Atlântico, na sexta-feira (9), no sul da Flórida. O piloto, identificado como Brian Wenglarz, de 52 anos, voava sobre a região de Ocean Reef Park, em Riviera Beach, quando o ruído da hélice cessou repentinamente e o equipamento começou a oscilar de forma instável. Homem morre soterrado por avalanche durante passeio de moto de neve nos EUA Amigos de 14 anos morrem soterrados após desabamento de buraco cavado enquanto brincavam na areia, na Flórida Segundo as autoridades locais, a pipa do parapente passou a balançar para frente e para trás antes de Wenglarz entrar em um giro em espiral e despencar de uma altura estimada em quase 150 metros. As gravações feitas por celulares mostram apenas o paraquedas flutuando sobre as ondas, nas proximidades da Ilha Singer, após o impacto no mar. Resgate rápido evitou tragédia A principal hipótese é que o parapentista tenha sido atingido por uma rajada de vento, o que teria provocado a perda de controle e o colapso parcial do paraquedas, modelo que inclui uma mochila com motor acoplado. A queda assustou banhistas e salva-vidas que estavam na praia. Em um áudio divulgado pela ABC News, uma testemunha relata à polícia de Riviera Beach, em tom de pânico: “Acabei de ver alguém cair do céu. Precisamos de paramédicos aqui imediatamente”. A salva-vidas Sara Williamson, do Serviço de Resgate Oceânico do Condado de Palm Beach, presenciou toda a cena e iniciou o resgate segundos após a queda. Em entrevista ao The New York Times, ela afirmou que parapentes motorizados são raros naquele trecho do litoral, o que fez com que o voo chamasse sua atenção. O homem caiu a cerca de 75 metros da costa. Com o apoio do parceiro John Wendel e de um praticante de snorkel que estava no local — e ajudou a libertar Wenglarz do equipamento submerso —, o parapentista foi levado de volta à praia. Ele sofreu apenas cortes e arranhões leves, atribuídos ao uso de capacete no momento do acidente, conforme relataram os salva-vidas à emissora WFLX. Imagens de câmeras corporais da polícia mostram o paraquedas danificado e o equipamento espalhado pela areia, enquanto Wenglarz, ainda molhado, caminhava pela orla reclamando apenas da perda do celular no mar. Williamson afirmou à ABC News que ficou em choque com a gravidade da queda e com o estado de saúde do piloto. “Ele poderia facilmente ter se afogado por causa do emaranhamento. Foi uma situação perfeita para dar errado, mas teve um desfecho positivo”, disse. O episódio, segundo a salva-vidas, reforça a importância de manter atividades aquáticas próximas a áreas monitoradas. “Segundos fazem toda a diferença em uma emergência. Voem e nadem sempre perto de um salva-vidas”, aconselhou.