A Marinha do Brasil contratou nesta terça-feira um sistema de resgate submarino por US$ 35 milhões, o equivalente a R$ 188 milhões, que só serão desembolsados caso seja necessário acionar o serviço. O contrato, firmado com dispensa de licitação, envolve o Escritório de Programas Internacionais da Marinha dos Estados Unidos (Nipo, na sigla em inglês). 'Esperamos que outras vítimas se encorajem': acusação acredita em novas denúncias contra padre condenado por estupro Quando o sonho vira pó: facções do tráfico da Venezuela e do Brasil aliciam imigrantes na fronteira O Sistema de Mergulho e Recompressão de Resgate Submarino foi desenvolvido para ser rapidamente colocado em ação em caso de acidentes submarinos, podendo ser transportado por caminhão, navio ou avião. O sistema tem capacidade de efetuar resgates a 610 metros de profundida. O equipamento é operado remotamente a partir de uma embarcação na superfície, sendo capaz de se acoplar à escotilha do submarino danificado. O veículo é capaz de resgatar até 16 pessoas por viagem. Retiradas do mar, elas são conduzidas ao sistema de descompressão, onde o organismo se adequa à pressão da superfície, evitando complicações de saúde. O sistema contempla também de um veículo operado remotamente para avaliação do submarino danificado e desobstrução da escotilha. Em novembro a Marinha do Brasil lançou ao mar o último dos quatro submarinos convencionais do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Batizado de Almirante Karan, o submarino pode atingir até 300 metros de profundidade. Os esforços da Marinha se concentram agora no desenvolvimento do Álvaro Alberto, que será o primeiro submarino nuclear do país.