A técnica de sutiã interno tem sido discutida como recurso em cirurgias mamárias voltadas à remodelação e sustentação dos tecidos. O médico-cirurgião de Florianópolis Christian Macedo (CRM 7588, RQE 4221) atua na área de contorno corporal e procedimentos mamários, contextualizando as aplicações dessa abordagem. A literatura médica descreve o suporte interno como método auxiliar em mastopexias e mamoplastias, especialmente quando há ptose mamária moderada a acentuada que demanda sustentação adicional para manutenção dos resultados ao longo do tempo. Conforme publicação da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, procedimentos mamários figuram entre as cirurgias estéticas mais realizadas globalmente, com crescimento constante nas últimas décadas. Dentro desse universo, técnicas que visam maior durabilidade dos resultados e sustentação a longo prazo ganham atenção crescente da comunidade científica. O sutiã interno representa uma dessas alternativas, embora sua aplicação dependa de critérios específicos e avaliação individualizada para cada paciente. Estudo publicado no SciELO Brasil ressalta a importância da avaliação individualizada antes de qualquer procedimento cirúrgico nas mamas. O grau de ptose, a qualidade da pele, o volume mamário e as expectativas da paciente constituem variáveis fundamentais no planejamento. Cada caso demanda análise criteriosa para definir se o suporte interno é indicado ou se outras técnicas de remodelação mamária são mais adequadas ao perfil apresentado. O que caracteriza a técnica O sutiã interno consiste em estruturas que auxiliam a retirar o peso da mama ou da prótese da pele que a reveste e sustenta. O princípio da técnica é reproduzir internamente a função que um sutiã exerce externamente, aliviando a sobrecarga sobre a pele e favorecendo a manutenção do colo mamário e do posicionamento adequado ao longo do tempo. A forma mais utilizada emprega o próprio músculo peitoral da paciente, associado a uma alça lateral do músculo, criando um suporte natural e autólogo. Segundo Christian Macedo (CRM 7588, RQE 4221), "embora existam diferentes materiais descritos na literatura, como telas absorvíveis ou permanentes, essas opções são menos frequentes na prática". O especialista explica que "a técnica com retalho muscular apresenta a vantagem de utilizar tecido da própria paciente, proporcionando sustentação sem necessidade de materiais externos". O médico-cirurgião Christian Macedo (CRM 7588, RQE 4221) observa que a técnica pode ser considerada em situações onde a sustentação natural dos tecidos se mostra comprometida, como em casos de ptose significativa ou após perdas ponderais expressivas. "O objetivo principal é transferir o peso da mama ou do implante para estruturas mais resistentes que a pele, favorecendo resultados mais duradouros e preservando o colo mamário", destaca. Indicações e avaliação pré-operatória Conforme apontam estudos científicos, o suporte interno pode contribuir para maior longevidade dos resultados em mastopexias, favorecendo a manutenção do posicionamento mamário em pacientes selecionadas. A literatura médica registra que os desfechos variam conforme fatores individuais, técnica empregada e tempo de seguimento. A avaliação caso a caso permanece como fundamento para indicações adequadas, considerando o histórico clínico e as características físicas de cada paciente. O planejamento pré-operatório envolve análise detalhada de diversos parâmetros. A qualidade e elasticidade da pele, o volume e peso das mamas, a presença de assimetrias e o grau de ptose são avaliados minuciosamente. Exames complementares podem ser solicitados conforme a necessidade, e fotografias padronizadas auxiliam no registro e planejamento. A consulta pré-operatória representa momento fundamental para esclarecimento de dúvidas e definição conjunta dos objetivos. Christian Macedo (CRM 7588, RQE 4221) destaca que "a avaliação pré-operatória detalhada é etapa indispensável, incluindo análise da qualidade cutânea, histórico de peso, gestações anteriores e expectativas realistas". O profissional enfatiza que "cada paciente apresenta características únicas que orientam o planejamento cirúrgico e a escolha das técnicas mais adequadas para o caso específico". Relação com contorno corporal e lipo HD A técnica de sutiã interno pode aparecer no mesmo planejamento cirúrgico que procedimentos de contorno corporal, embora sejam abordagens distintas com objetivos diferentes. A lipo HD, ou lipoaspiração de alta definição, visa a remodelação do tronco com definição muscular aparente, sendo indicada para pacientes com perfil específico de composição corporal e que buscam resultados com maior definição anatômica. Em alguns casos, o planejamento conjunto permite abordar diferentes áreas na mesma intervenção, sempre respeitando indicações individuais e os objetivos estabelecidos. A associação de procedimentos não representa regra, mas possibilidade a ser avaliada caso a caso conforme as características e expectativas de cada paciente. Segundo o especialista, "a decisão sobre combinar técnicas considera fatores como tempo cirúrgico total, condições clínicas da paciente e objetivos estabelecidos em consulta prévia". O contorno do tronco e a remodelação mamária podem ser complementares quando indicados adequadamente, proporcionando resultados harmônicos. A avaliação médica individualizada permanece como pilar fundamental, independentemente das técnicas consideradas no planejamento. Recuperação e acompanhamento O período pós-operatório demanda seguimento adequado, uso de sutiã cirúrgico conforme orientação médica e restrição de atividades físicas no período inicial. O acompanhamento regular permite avaliar a evolução e orientar cada etapa da recuperação, com retornos programados para verificação dos resultados.