Tributação no Brasil, com Alberto Toshio Murakami: O que as empresas precisam saber?

Entender como funciona a tributação no Brasil é um dos maiores desafios para quem empreende, e essa realidade é bem conhecida por Alberto Toshio Murakami, ex-auditor que acompanha de perto os impactos do sistema tributário na gestão das empresas.  O país possui um modelo de arrecadação distribuído entre União, estados e municípios, o que resulta em múltiplos tributos, regras distintas e grande volume de obrigações acessórias. Com isso, a atenção à conformidade fiscal deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a ser uma questão de sobrevivência empresarial.  Neste artigo, venha compreender os principais pontos da carga tributária brasileira e como ela influencia decisões estratégicas.  Estrutura do sistema tributário brasileiro  O sistema tributário nacional é organizado em três esferas de governo, cada uma com competência para instituir seus próprios tributos. Na esfera federal, destacam-se impostos e contribuições como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Já os estados são responsáveis principalmente pelo ICMS, enquanto os municípios arrecadam, entre outros, o ISS.  Essa divisão gera impactos diretos na rotina das empresas, pois operações comerciais e de prestação de serviços podem estar sujeitas simultaneamente a tributos de diferentes entes federativos. Além disso, cada imposto possui legislação específica, com regras próprias de cálculo, crédito e compensação.  Por esse motivo, a correta classificação das atividades e dos produtos é essencial para evitar enquadramentos inadequados e recolhimentos incorretos, como informa Alberto Toshio Murakami. Regimes de tributação e suas implicações  Outro ponto decisivo na tributação empresarial é a escolha do regime tributário, que pode ser Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Cada um apresenta vantagens e limitações, dependendo do faturamento, da margem de lucro e do setor de atuação da empresa, menciona o auditor aposentado, Alberto Toshio Murakami.  No Simples Nacional, os tributos são recolhidos de forma unificada, o que facilita a gestão, embora nem sempre represente a menor carga tributária.  No Lucro Presumido, a base de cálculo do IRPJ e da CSLL é determinada por percentuais pré-fixados, sendo indicado para empresas com margens superiores às estimadas pela legislação. Já o Lucro Real exige apuração contábil detalhada, porém permite maior aproveitamento de créditos e deduções. Assim, a escolha inadequada do regime pode gerar pagamento excessivo de tributos ou riscos de autuações futuras.  Obrigações acessórias e riscos de penalidades  Além do pagamento dos impostos, as empresas devem cumprir uma série de obrigações acessórias, como envio de declarações eletrônicas, escrituração digital e manutenção de arquivos fiscais. Esses registros são utilizados pelos órgãos fiscalizadores para cruzamento de informações, o que aumenta, significativamente, a capacidade de detecção de inconsistências.  Nesse cenário, pequenos erros de preenchimento ou atrasos no envio de arquivos podem resultar em multas, mesmo quando não há imposto devido. Portanto, a gestão documental e a integração entre sistemas contábeis e fiscais tornam-se fundamentais para evitar problemas.  A experiência profissional de Alberto Toshio Murakami como auditor reforça a importância de tratar as obrigações acessórias com o mesmo nível de atenção dedicado ao recolhimento dos tributos.  Planejamento tributário: legalidade e estratégia  Planejamento tributário não significa evasão fiscal, mas sim a utilização legítima das alternativas previstas em lei para reduzir a carga tributária. Isso inclui escolha adequada do regime, aproveitamento de créditos, utilização de incentivos fiscais e correta estruturação das operações.  O ex-auditor, Alberto Toshio Murakami, elucida que, quando realizado de forma técnica e preventiva, o planejamento reduz riscos e melhora a previsibilidade financeira. Em contrapartida, decisões improvisadas ou sem respaldo jurídico podem gerar passivos relevantes no futuro.  Nesse ponto, auditorias internas e revisões periódicas funcionam como instrumentos de apoio ao planejamento, pois identificam fragilidades e oportunidades de ajuste antes que se transformem em problemas.  Comparações internacionais e lições possíveis  Ao observar sistemas tributários de outros países, como o Japão, nota-se maior padronização e uso intensivo de tecnologia na fiscalização e no cumprimento das obrigações fiscais. Embora o contexto brasileiro seja mais complexo, essas experiências mostram que processos claros e digitalizados tendem a reduzir conflitos entre contribuintes e administração pública.  A vivência internacional de Alberto Toshio Murakami permite enxergar como a disciplina administrativa e a cultura de conformidade influenciam positivamente o ambiente de negócios, algo que pode inspirar melhorias também no cenário nacional. Por isso, discutir tributação não deve se limitar a números e alíquotas, mas incluir também práticas de governança, transparência e organização empresarial.  Informação como base para decisões seguras  A tributação no Brasil é um tema que exige atenção constante, atualização técnica e integração entre áreas da empresa. Mais do que cumprir obrigações, compreender o sistema permite tomar decisões mais seguras, evitar desperdícios financeiros e fortalecer a sustentabilidade do negócio.  Com sua trajetória como ex-auditor e observador de diferentes modelos ao redor do mundo, Alberto Toshio Murakami reforça que informação e planejamento são os melhores aliados para lidar com um sistema tributário complexo e em constante mudança. Portanto, investir em conhecimento tributário e em processos bem estruturados é um passo essencial para empresas que desejam crescer com segurança e estabilidade.