A Polícia Federal (PF) realiza nesta quarta-feira a segunda fase da operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Enquanto a primeira etapa, em novembro, se concentrou em um suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito falsos, usados para inflar artificialmente a situação do banco, a fase atual foca as atenções na relação entre o banco e fundos de investimento da gestora Reag. Na primeira fase da operação, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso em Guarulhos quando estava prestes a embarcar de jatinho para Dubai. Ele foi liberado 11 dias depois e atualmente cumpre prisão domiciliar. Desta vez, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, chegou a ser detido brevemente quando estava prestes a embarcar para Dubai, mas foi liberado em seguida. O empresário Nelson Tanure foi alvo da operação no Galeão, quando se preparava para embarcar para Curitiba. Ele teve o celular apreendido. O fundador da Reag, João Carlos Mansur, está no exterior, de acordo com o colunista do GLOBO Lauro Jardim. A gestora teve rápido crescimento no mercado e administra diversos fundos supostamente envolvidos no caso. A operação resultou no bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 5,7 bilhões. Somente em dinheiro vivo foram encontrados R$ 97 mil. Além disso, foram apreendidos carros, relógios de luxo e um revólver. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, relator do caso, determinou que os bens sejam "lacrados" e "acautelados" nas dependências do STF. Veja abaixo a cronologia da crise do Master e como a situação chegou a esse ponto: A operação investiga, entre outros pontos, empréstimos do Master a empresas que posteriormente reaplicavam recursos em fundos administrados pela gestora Reag. Ela também aparece na Operação Carbono Oculto, que apura os laços econômicos do PCC, como no setor de combustíveis. O dinheiro era movimentado em transações sucessivas entre diversos fundos com rentabilidade ao final muito superior à verificada em qualquer parâmetro de mercado. x