JÚLIA MOURA FOLHAPRESS Investidores pessoa física movimentaram R$ 517,3 bilhões em ações no mercado à vista da Bolsa de Valores entre janeiro e dezembro de 2025. Comparando com 2024, o valor representa um leve aumento, de 2,3%, segundo dados da plataforma Datawise+, da B3 e da Neoway. Somando BDRs (recibos de ações listadas em outros países), ETFs (fundos de índice) e fundos imobiliários, o volume operado por pequenos investidores chega a R$ 747,7 bilhões no período, aumento anual de 1,22%. Em ações, os papéis preferidos de pessoas físicas foram Petrobras, Vale e Banco do Brasil. AÇÕES MAIS NEGOCIADAS PELOS INVESTIDORES PESSOA FÍSICA EM 2025 Petrobras (PETR4) Vale (VALE3) Banco do Brasil (BBAS3) Magalu (MGLU3) Embraer (EMBR3) Itaú (ITUB4) Prio (PRIO3) Bradesco (BBDC4) Brava Energia (BRAV3) Weg (WEGE3) O ano passado foi marcado pelo melhor desempenho do Ibovespa e do real desde 2016, com a ajuda de investidores estrangeiros que buscaram diversificar seus portfólios para fora dos Estados Unidos. O principal índice da Bolsa brasileira fechou com alta acumulada de 33,7% em 2025, enquanto avançou 39% em 2016, num ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff -em dólares, a variação também é a maior em nove anos. Já o real terminou o ano valorizado em relação ao dólar. A cotação da moeda americana cedeu 11,19%, a maior queda desde 2016, quando a divisa cedeu 17,8%. Ao longo de 2025, o Ibovespa teve 32 recordes nominais (sem considerar a inflação) de fechamento. A máxima foi em 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos. No entanto, a Selic no maior patamar desde 2006, a 15%, o bom momento da Bolsa não se traduziu em uma migração da renda fixa para a variável pelo pequeno investidor no mesmo ritmo visto durante a pandemia de Covid-19. Segundo a B3, no ano passado, o número de investidores individuais em renda variável na B3 atingiu a marca de 5,4 milhões de CPFs com R$ 601,6 bilhões sob custódia. Isso representa um crescimento anual de 2% em investidores e de 13,87% em investimentos -em 2024, eram 5,3 milhões e R$ 528,3 bilhões em custódia. Já os ETFs encerraram o ano com 668,4 mil investidores pessoas físicas e R$ 24,1 bilhões investidos. No segmento de BDRs, foram 980,9 mil CPFs, com R$ 14,8 bilhões em custódia.