Amores da minha vida, quarta-feira em Terra Nostra vai ser daquele jeito que a gente gosta: drama servido quente, fofoca fervendo e gravidez caindo no colo do povo sem aviso prévio. Eu quase deixei cair o café quando fiquei sabendo que a Hortência anuncia, plena, decidida, com aquela cara de quem já escolheu o vestido, que está grávida e vai se casar com Amadeo. Pronto. A casa treme, os olhares se cruzam e o clima muda de cor. Gravidez anunciada assim, em horário nobre, não é detalhe. É terremoto emocional. Enquanto isso, Mariana, sempre muito prática, conta para Maria do Socorro que Francesquinho está na Santa Casa. E aí o coração já aperta, porque hospital em Terra Nostra nunca é só visita. Inês, mãe atenta e já com o radar ligado, começa a se preocupar com o cansaço da filha. Mãe sente antes de todo mundo, meu bem. Do outro lado da casa, Luiza e Antônia fazem o que sabem fazer de melhor: cochicham, cutucam, mexericam sobre a patroa e sobre Josué. Porque se tem silêncio, elas quebram. Se tem segredo, elas espalham. Francesco reaparece de viagem e Bartolo, animadíssimo, já chega contando vantagem para Gumercindo. Conheceu uma família italiana, produtora de vinho, gente chique, gente que aconselha. Eu já vi esse filme. Conselho em Terra Nostra nunca vem sem consequência. E aí vem o barraco doméstico. Paola fica possessa quando Francesco decide que ela vai ficar em casa, quieta, esperando o filho nascer. Paola não nasceu para ser planta decorativa, meu amor. O clima esquenta, o sangue sobe e o casamento balança. Para completar o combo do caos, fazendeiros cobram posição de Augusto, Janete surta ao ver Mariana na casa vizinha, e Mariana ainda solta para Rosana uma informação que é praticamente uma granada emocional: na Santa Casa, todo mundo acha que Francesquinho é filho dela e que o nome dele é Mariano. Resumo, minhas peruas novelísticas: barriga crescendo, casamento anunciado, hospital em alerta, ciúme borbulhando e identidade sendo comentada em corredor. Terra Nostra não entrega capítulos, entrega confusão organizada. E eu, claro, sigo firme, enlouquecida e fiel, porque novela boa é aquela que termina e a gente ainda fica falando sozinha no sofá.