As vítimas do trágico incêndio em um bar na Suíça na noite de Ano Novo, que deixou 40 mortos e 116 feridos, receberão uma ajuda urgente, anunciaram as autoridades locais nesta quarta-feira. O Conselho de Estado do cantão suíço do Valais decidiu conceder uma ajuda financeira urgente às vítimas da tragédia ocorrida no bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. Outro episódio: duas semanas após tragédia na Suíça, velas pirotécnicas causam incêndio na Espanha Ueli Kestenholz: medalhista olímpico de snowboard morre após ficar preso em avalanche na Suíça "Uma ajuda de urgência de 10 mil francos suíços [cerca de R$ 67 mil, na cotação atual] será disponibilizada para cada vítima hospitalizada ou falecida", anunciaram em comunicado as autoridades deste cantão do sudoeste do país. As 156 pessoas, oriundas de 19 países, incluindo Suíça, França e Itália, serão contactadas pelas autoridades de Valais. "A pedido de várias pessoas ou organizações que desejavam enviar doações", o governo de Valais abriu uma conta destinada a receber os "depósitos", que será administrada por uma fundação independente. As modalidades de redistribuição das doações serão definidas posteriormente. O Conselho Federal (governo) suíço declarou nesta quarta-feira estar "disposto a pedir, se necessário, ao Parlamento o compromisso de meios financeiros para apoiar as vítimas e seus familiares", caso os dispositivos previstos pela Lei de Ajuda às Vítimas (LAVI) não sejam suficientes para responder de imediato às suas necessidades. O coproprietário do bar suíço, Jacques Moretti, foi colocado nesta segunda-feira em prisão preventiva por três meses. Sua mulher, Jessica, foi libertada, mas com restrições. O casal é alvo de uma investigação criminal e enfrenta acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência. Sobreviventes de incêndio na Suíça exibem imagens do momento de terror O fogo começou na madrugada de Ano Novo, quando o bar estava lotado. A tragédia foi causada por faíscas de velas pirotécnicas, colocadas sobre garrafas de champanhe, que entraram em contato com a espuma acústica no teto do subsolo do estabelecimento, segundo os primeiros elementos da investigação.