Uma coalizão liderada por 28 grupos de defesa dos direitos das mulheres, ativistas progressistas e organizações de fiscalização do setor tecnológico está pressionando a Alphabet (controladora do Google) e a Apple a remover a plataforma de mídia social X e seu chatbot associado, Grok, de suas lojas de aplicativos. Indignação: Entenda nova polêmica na rede X, de Musk, em que IA Grok cria imagens de pessoas sexualizadas Ainda disponível para alguns: Grok desativa ferramenta que permite despir pessoas para usuários não pagantes Em cartas abertas enviadas nesta quarta-feira, a coalizão acusou as plataformas ligadas a Elon Musk de produzir material ilícito que supostamente viola os termos de serviço de ambas as gigantes da tecnologia. Com o apoio de organizações como UltraViolet, National Organization for Women, MoveOn e ParentsTogether Action, a iniciativa busca intensificar o confronto com Musk, cuja inteligência artificial de sua rede social X, Grok, tem sido acusada de produzir conteúdos sexualmente explícitos, degradantes ou violentos envolvendo mulheres e crianças. Medidas legais: Rede X, de Musk, enfrenta ação judicial na Malásia por imagens sexuais geradas pelo Grok "Nós, as organizações abaixo assinadas, escrevemos para instar a liderança do Google a tomar medidas imediatas para banir o Grok, o grande modelo de linguagem (LLM) desenvolvido pela xAI, da Google Play. O Grok está sendo utilizado para criar grandes volumes de imagens íntimas não consensuais (NCII), incluindo material de abuso sexual infantil (CSAM) — conteúdo que constitui crime e viola diretamente a Política de Conteúdo Restrito da Google Play. Como o Grok está disponível por meio do aplicativo Grok e é integrado diretamente ao X, apelamos para que a liderança do Google remova imediatamente o acesso a ambos os aplicativos. De acordo com uma reportagem da Bloomberg sobre uma investigação recente conduzida pela pesquisadora de deepfakes Genevieve Oh, a conta @Grok no X publicou “cerca de 6.700” imagens por hora que foram “identificadas como sexualmente sugestivas ou com nudez” na plataforma de mídia social de Elon Musk, ao longo de um período de 24 horas. Mais repercussão: Após Indonésia, Malásia suspende acesso ao Grok por gerar conteúdo pornográfico Em comparação, a mesma investigação constatou que os outros cinco principais sites para criação e acesso a NCII tiveram, em média, 79 novas imagens de “remoção de roupas” por IA por hora, somados, no mesmo período de 24 horas. Notavelmente, Oh também calculou que 85% das imagens do Grok, no total, são sexualizadas", diz a carta. Até o momento, as comunicações não foram respondidas pelo X nem por sua empresa-mãe, a xAI, tendo o Grok descartado as preocupações como “mentiras da mídia tradicional”. Autoridades na Europa e no Reino Unido já estão analisando as plataformas após o surgimento de imagens sugestivas envolvendo mulheres e usuários menores de idade.