A disputa judicial por uma herança de R$ 5 milhões opõe Suzane Magnani (ex-Richthofen), condenada pelo assassinato dos pais, e Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico Miguel Abdala Netto. O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, no fim de semana, ambas tentaram obter a liberação do corpo do médico no Instituto Médico Legal (IML) e na delegacia. Silvia conseguiu liberar o cadáver e realizar o enterro em Pirassununga (SP), nesta terça-feira 13. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste O sepultamento ocorreu conforme o desejo de Miguel, que queria repousar ao lado da mãe e dos avós. O enterro foi discreto, sem a presença de outros familiares. "Só estava eu no cemitério", declarou Silvia, que manteve um relacionamento de cerca de 14 anos com Miguel, segundo relatou ao jornal O Globo . Até o momento, apenas Silvia e Suzane demonstraram interesse direto pela herança. https://www.youtube.com/watch?v=5iLLhPx8H4M Relações familiares e ressentimentos Silvia destacou que Miguel tinha ressentimento contra a sobrinha. "Quero que se faça justiça ao Miguel, pois, no tempo que passamos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho destruído emocionalmente", afirmou. "Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito." O desfecho da partilha dependerá da existência de testamento. Sem filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos são herdeiros prioritários, conforme a legislação. Leia também: "À beira do abismo" , artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 304 da Revista Oeste Caso não haja testamento, Suzane e Andreas, irmão dela, estariam à frente dos primos na sucessão. Silvia tentou localizar Andreas, mas não obteve sucesso, já que ele vive atualmente em local desconhecido no litoral paulista. Suzane, por sua vez, já acionou judicialmente para pedir a tutela do cadáver e se habilitar como inventariante. Circunstâncias da morte e disputa pela residência Miguel foi encontrado morto na própria casa, no bairro Campo Belo, na madrugada de sábado 10. O corpo estava em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona no quarto. Um vizinho, João Batista da Silva, percebeu a ausência do médico e, ao verificar a casa, encontrou o cadáver. A Polícia Civil trata a morte como suspeita, mas uma fonte do IML informou ao jornal O Globo que o cenário mais provável é ataque cardíaco, devido ao inchaço do coração e à ausência de sinais de violência. A residência de Miguel também virou foco de disputa. Suzane e Silvia tentaram obter a chave com o vizinho responsável, que declarou só entregá-la mediante ordem judicial. Silvia foi enfática ao comentar sobre Suzane: "A Suzane está pagando pela pena dela, mas nem por isso vai deixar de ser assassina". Relação de Suzane e tio foi marcada por desconfiança A desconfiança marcou o histórico de tensão entre Suzane e Miguel, pois o médico temia que a sobrinha tentasse acessar o patrimônio da família. Andreas, irmão de Suzane, herdou cerca de R$ 10 milhões depois que a Justiça considerou Suzane indigna de receber a herança dos pais. Miguel também não confiava nas intenções de Suzane, inclusive questionando sua gravidez como possível estratégia para se reaproximar dos bens familiares. A tentativa de Suzane de liberar o corpo para proteger o patrimônio do filho não teve sucesso. O post Disputa judicial entre Suzane Richthofen e prima envolve herança de R$ 5 milhões apareceu primeiro em Revista Oeste .