Malafaia diz que fará 'desafio' a Damares após fala da senadora que ligou líderes evangélicos e igrejas a fraude do INSS

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou nesta quarta-feira (14) que fará um “desafio” público à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após declarações da parlamentar relacionando líderes evangélicos e grandes igrejas a esquemas de fraudes no INSS investigados pela CPMI no Congresso. Mais de 4 milhões sem luz: Apagão de dezembro em SP deve virar novo argumento contra concessão da Enel SP: Temporal coloca cidade em estado de atenção, com registro de rajadas de vento e granizo Em uma postagem nas redes sociais, Malafaia anunciou que divulgará um vídeo questionando a senadora. “Desafio à senadora Damares. Mais tarde vou postar um vídeo desafiando a senadora sobre a questão de líderes evangélicos e igrejas envolvidos na fraude do INSS”, escreveu o pastor, sem detalhar o teor do conteúdo. A reação ocorre após Damares afirmar, em entrevista ao SBT News, que a comissão parlamentar mista de inquérito identificou “grandes igrejas” e “grandes pastores” no esquema de desvios contra aposentados e pensionistas. Segundo a senadora, a CPMI tem sofrido pressões de comunidades religiosas para que as investigações não avancem. — Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: “não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes” — disse Damares na ocasião. A publicação de Malafaia, no entanto, não passou sem críticas, inclusive de seguidores. Nos comentários, alguns usuários pediram moderação e unidade entre lideranças religiosas. “Com todo respeito e admiração que temos por você, essas brigas não vão nos levar a nada. É hora de unirmos forças”, escreveu um internauta. Outro destacou que a senadora não citou nomes específicos: “Ela nem citou nomes (deveria), mas não citou”. Damares não mencionou diretamente Malafaia nem outras lideranças religiosas ao falar do caso, mas afirmou que a CPMI tem chegado a “lugares que a gente jamais imaginava”, ressaltando o impacto pessoal de ver instituições religiosas envolvidas nas apurações. A CPMI do INSS apura um esquema nacional de fraudes envolvendo descontos e empréstimos consignados irregulares. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o relatório preliminar já analisou cerca de 4.800 documentos e identificou ao menos 108 empresas suspeitas. A comissão deve pedir ao STF a suspensão de quase 2 milhões de contratos considerados irregulares. O prazo de encerramento da CPMI está previsto para março, mas há um pedido de prorrogação por mais 60 dias.