As temperaturas globais dispararam em 2025, no entanto, a Nasa não mencionou as mudanças climáticas em um comunicado publicado nesta quarta-feira junto com seu mais recente relatório anual. A postura está em linha com as políticas do presidente americano Donald Trump de negar a realidade de que o aquecimento global é provocado pelas atividades humanas. O que esperar de 2026? 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, diz observatório europeu Extremos: frio intenso e avanço de data centers fazem emissões de gases de efeito estufa voltarem a crescer nos EUA Segundo a Nasa, a temperatura na superfície da Terra em 2025 foi levemente mais quente que a de 2023, tornando-o efetivamente no segundo ano mais quente já registrado depois de 2024. De acordo com as medições da agência espacial americana, as temperaturas médias para 2025 estiveram 1,19°C acima da média registrada entre 1951 e 1980. A falta de menção às mudanças climáticas no último relatório representa uma reviravolta em relação ao relatório do ano passado, publicado ainda durante o governo do democrata Joe Biden, que assegurou taxativamente: "Este aquecimento global tem sido causado pelas atividades humanas." Enquanto no documento do ano passado havia material como declarações do então chefe da Nasa e de seu cientista sênior, bem como gráficos e vídeos, o relatório deste ano só detalha algumas figuras-chave e foi reduzido a um punhado de parágrafos. Outras agências globais, como o observatório europeu Copernicus e o Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês), que usam diferentes metodologias, assinalaram que 2025 foi o terceiro ano mais quente. Foi o que também indicou o instituto americano Berkeley Earth. As instituições preveem que a temperatura em 2026 permaneça em níveis historicamente altos.