Foto de arquivo do ex-presidente Jair Bolsonaro WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO A Procuradoria-Geral da República opinou nesta quarta-feira (14) a favor de que o ex-presidente Jair Bolsonaro leia e resenhe livros para reduzir a pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. A PGR também disse ser a favor de que Bolsonaro receba assistência religiosa nos termos da Lei de Execuções Penais – desde que os pastores visitem o político como líderes espirituais, e não como "agentes políticos". A Procuradoria defendeu, no entanto, a rejeição do pedido de instalação de uma smart TV no quarto. A decisão sobre esses pedidos será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução da pena. Não há prazo para que isso aconteça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Redução de pena pela leitura O programa de remição de pena pela leitura é regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e permite que presos de todo o país "anulem" quatro dias de pena para cada livro lido e resenhado. No DF, o sistema penitenciário tem uma lista específica de livros que podem ser lidos e resenhados para a redução da pena. As possibilidades incluem: "Ainda estou aqui", livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva: o escritor revira as próprias memórias e narra momentos marcantes na vida de suas irmãs, mãe e seu pai, o Rubens Paiva, ex-deputado federal assassinado durante a ditadura militar. O livro foi adaptado para as telonas e ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. "Democracia", de Philip Bunting: o livro ilustrado apresenta o conceito de democracia, sua história e responde questões sobre cidadania, política, acesso à informação, uso da internet e das mídias sociais. Recomendado para leitores a partir de 9 anos. "Crime e castigo", de Fiódor Dostoiévski: conta a história de um estudante que, impulsionado pela teoria de que "pessoas extraordinárias" têm o direito de cometer crimes, mata uma agiota e é atormentado pela culpa, paranoia e insônia. Em dezembro, Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, apontado como integrante do chamado "núcleo crucial" da trama golpista, a trabalhar, ler livros e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão. ➡️ 'Ainda estou aqui', 'Democracia' e 'Crime e castigo': saiba quais são os livros que Bolsonaro e o núcleo crucial podem ler para reduzir a pena Veja a lista completa de livros disponíveis no DF para a remição da pena. Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado A previsão de usar o trabalho e os estudos para reduzir a pena foi incluída na Lei de Execuções Penais em 2011 e vale para todos os presos em regime fechado ou semiaberto do país – mas exige autorização da Justiça para cada detento. A lei autoriza: reduzir um dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar (ensino fundamental, médio, profissionalizante ou superior); reduzir um dia de pena a cada 3 dias de trabalho. Além de cortar o tempo total de punição, as atividades agilizam a progressão para o regime semiaberto e a concessão de liberdade condicional. Infográfico - Infográfico - Mapas mostram localização dos presos e condenados pela trama golpista. Arte/g1 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.