Tati Machado analisa julgamentos nas redes sociais e elogios associados à magreza: 'A gente fica excitada'

É inegável que Tati Machado chama a atenção por onde passa. E ela não nega isso. Em entrevista ao “Conversa vai, conversa vem”, videocast do GLOBO disponível no canal do jornal no Youtube e também no Spotify, a apresentadora e jornalista, de 34 anos, afirmou que sempre foi “interessante” ou que faz o perfil de quem “tem borogodó”. Na conversa, analisou os muitos elogios (e os julgamentos) que vem recebendo nas redes sociais. Antes e depois: acesse a ferramenta do GLOBO com informações sobre os 407 brothers e sisters que passaram pelo BBB Assista a entrevista completa a seguir. Sempre se achou bonita? Não. Não me acho até hoje. Sempre fui, como se diz, interessante, tipo "ela tem borogodó". Mas eu queria. "Pô, o bonita não vem junto também, não?". Vivo isso até hoje, sabe? De tentar... Não coloquei faceta nos dentes, que é tortinho. Não tenho pretensão de ter dente padrão. Nunca fiz botox ou outro procedimento. E não critico, mas é sobre mim. Quando achar que é o momento, vou fazer. Estimulo as pessoas a serem o que quiserem. Não quero fazer restrições na minha vida a ponto de não conseguir ser feliz vivendo. Sei que preciso me cuidar, fazer um exercício. E não por ser uma mulher gorda, mas para ser saudável. Não gosto dessa coisa de "ah, ela está romantizando a obesidade". Não! Só quero que você seja feliz e esteja com os exames ok. O resto é consequência. Meu corpo vai mudar de acordo com os meus hábitos. Você emagreceu 14 quilos por consequência do treinamento para o “Dança dos famosos” e recebeu elogios. Esses elogios associados a magreza são um tanto perversos, não? A gente gosta de elogios, confesso que é gostoso demais. Todo mundo quer ser validado, se sentir bem. Era "nossa, tá linda, que corpo, tá gostosona". A gente fica excitada, é maneiro, só que aí tem que ter um freio. As pessoas estão vindo porque estou emagrecendo. Mas não sabem se é de forma saudável, sem me alimentar direito ou se estou passando por algum perrengue na vida. É triste essa associação. A gente tem costume de julgar o outro. Com um celular na palma da mão, fica mais fácil ainda, porque você se esconde atrás de uma tela.