Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu nesta quarta-feira (14), em Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco, um homem de 20 anos investigado por indução à automutilação, aliciamento on-line e produção, compartilhamento e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu durante a Operação Vulture, que contou com a participação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio do Núcleo de Investigações Qualificadas da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), e suporte técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Durante a ação, foi apreendido um aparelho celular, que será submetido à perícia. O suporte do Ciberlab, vinculado à Diretoria de Operações e de Inteligência (Diopi) da Senasp, fortaleceu a cooperação interestadual no combate a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou a importância da atuação integrada entre os entes federativos. "O Ministério tem investido na capacitação contínua e no fortalecimento institucional para que as forças de segurança estejam preparadas para enfrentar os desafios do ambiente digital", afirmou ele. A investigação teve início em outubro de 2025, em Palmas, sudoeste do Paraná, após o pai de uma adolescente de 14 anos denunciar que a filha mantinha contato com um desconhecido por aplicativo de mensagens e apresentava sinais de automutilação. As apurações revelaram que a vítima foi aliciada em uma plataforma digital e induzida a produzir fotografias e vídeos íntimos. Os crimes investigados incluem o previsto no artigo 122, parágrafo 4º, do Código Penal, além dos artigos 240, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), relacionados à produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. Com base nos elementos coletados, a PCPR obteve mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, cumpridos pela operação. As investigações prosseguem sob responsabilidade da corporação. O nome da Operação Vulture faz referência ao perfil predatório do investigado, que atuava de forma reiterada em ambientes digitais, explorando a vulnerabilidade emocional de crianças e adolescentes para fins de violência psicológica e exploração sexual. *Com informações do Governo Federal/ Ministério da Justiça e Segurança Pública