Aproveitando o recesso para encaminhar questões particulares, o ex-senador José Antonio Reguffe (foto) sabe que, dentro de poucas semanas, talvez mesmo de poucos dias, terá definições pela frente. Sabe também que tipo de problemas terá pela frente, em grande parte criados pela polarização existente não só a nível nacional, mas também a local. “Perguntam-me se sou bolsonarista, digo que não, acham então que sou lulista, aviso que também não, e concluem que não tenho posição. Tenho sim, mas não precisam ser essas duas, o que nem sempre os interlocutores compreendem”, queixa-se ele. Hoje, Reguffe está no Solidariedade, mas a legenda conta com poucos nomes capazes de ajudá-lo a conseguir bater o quociente eleitoral, ao menos por enquanto. Outros partidos andam assanhadíssimos por convencer Reguffe a se filiar. É, entre outros, o caso do Podemos, que tenta criar uma nominata sólida e tem gente com dinheiro — ou que diz que tem — para financiar a campanha. Mas o Podemos está alinhado com Ibaneis. Reguffe não. Em resumo, o ex-senador, que fez uma rápida e vencedora carreira política, está ainda longe de uma definição. Avisa apenas que, desse jeito, fica onde está.