Moradores de Samambaia denunciam a falta de manutenção no Parque Ecológico Três Meninas e cobram providências do poder público. As principais queixas envolvem equipamentos danificados, ausência de brinquedos infantis e falhas na segurança, o que tem gerado preocupação entre famílias que utilizam o espaço para lazer e atividades físicas. Ao Jornal de Brasília moradora Luciana Caetano da Silva, de 43 anos, conta que frequenta o parque de forma esporádica, mas já percebe a carência de estrutura voltada às crianças. Em visita recente, ela estava acompanhada do filho Caio e da amiga Adrielle Raissa, de 24 anos. “As crianças gostam muito de brincar aqui, mas falta parquinho, falta brinquedo e até uma ducha para refrescar, principalmente nos dias mais quentes”, afirma. Segundo Luciana, melhorias simples poderiam estimular o uso do parque pelas famílias da região. moradores cobram melhorias no parque três meninas luciana caetano da silva (esquerda), ao lado, o filho caio, a (direita) adrielli raissa créditos daniel xavier jornal de brasília Frequentadora assídua, Adrielle avalia que o potencial da área de lazer não é plenamente aproveitado. Ela aponta a ausência de brinquedos nos campos de areia e a necessidade de investimentos em infraestrutura. “O parquinho precisa de mais areia, brinquedos e também de uma ducha. O espaço é grande, poderia ter mais uma quadra”, diz. Além disso, Adriele destaca problemas relacionados à segurança. Segundo ela, a cerca do parque está totalmente enferrujada e, em alguns trechos, escorada com pedaços de madeira. Para a frequentadora, a situação representa risco, especialmente para crianças que utilizam o espaço com frequência. Adriele acredita que, com mais opções de lazer e estrutura adequada, o parque poderia atrair um público ainda maior. “Se tivesse uma piscina, ia ser sucesso total”, completa. Procurada pelo JBr , a Administração Regional de Samambaia informou que o Parque Três Meninas possui gestão compartilhada no âmbito do Governo do Distrito Federal. De acordo com a administração, a responsabilidade principal pela gestão, preservação ambiental e manutenção do espaço é do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), cabendo à administração regional atuação integrada e colaborativa quando há solicitação de apoio em ações de revitalização e melhorias. Em nota enviada ao Jornal de Brasília , o Instituto Brasília Ambiental informou que recebe os apontamentos dos moradores por meio da Ouvidoria. “As demandas também foram registradas durante a Ouvidoria Itinerante, que esteve no parque no mês de setembro, ocasião em que foram recebidas reclamações e recomendações dos usuários”, informou o órgão. Segundo o instituto, o parque conta com equipe fixa de agentes de unidade de conservação, que atuam no local e reportam situações que demandem reparos. O Ibram destacou ainda que realiza intervenções de manutenção no parque desde setembro de 2025. “Em razão de os serviços estarem sendo executados por equipe própria do órgão, o processo tem demandado mais tempo”, explicou. De acordo com o instituto, serão investidos R$ 120 mil nos reparos, com recursos provenientes de compensação ambiental e do orçamento ordinário. O cronograma inclui pintura de edificações, limpeza das áreas verdes e reparos em equipamentos, por meio do Programa Reviva Parques. Entre as ações previstas estão a pintura e manutenção da quadra poliesportiva e das quadras de areia, revitalização da pista de skate, retirada de lixo e entulhos, manutenção das calçadas, fresagem do pavimento ao longo da ciclovia e coopervia, além de sinalização horizontal e vertical. O pacote de melhorias inclui ainda poda, roçagem, manutenção do banheiro público e a execução de grafites em edificações, como medida de prevenção a pichações. Sobre o parquinho infantil, o instituto informou que a estrutura anterior foi retirada para garantir a segurança dos frequentadores, devido ao avançado estado de degradação. “Um novo processo já foi instaurado para a aquisição de novos equipamentos, encontrando-se atualmente na fase de elaboração do Termo de Referência”, informou o órgão. Quanto ao casarão e a outras áreas edificadas do parque, o Ibram esclareceu que há um projeto em curso, em fase de elaboração de proposta de revitalização, a ser executado com recursos de compensação ambiental. O instituto também solicitou o apoio da comunidade na conservação do espaço, diante da recorrência de atos de vandalismo registrados no local.