Trump diz que execuções no Irã serão interrompidas, sinalizando que ação dos EUA contra República Islâmica está em suspenso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que foi informado de que os assassinatos "cessaram" no Irã, após dias de brutal repressão, de acordo com grupos de direitos humanos. A declaração ocorre em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã e a violenta repressão promovida pelo governo, que rendeu ameaças do presidente americano a Teerã. Contexto: Trump avalia ação militar, cibernética ou econômica ao Irã em meio a protestos que já deixaram ao menos 200 mortos Escalada dos EUA: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições e diz que 'a ajuda está a caminho' Durante um evento na Casa Branca, Trump afirmou que lhe foi dito "por uma fonte confiável" que "as mortes no Irã estão cessando, pararam". "E não há planos para executar" os detidos, acrescentou Trump, que havia dito que tal repressão poderia provocar uma reação enérgica de sua parte. O presidente dos EUA disse que ficaria "muito chateado" se a informação se provasse falsa e a repressão violenta continuasse. Perguntado se a ação militar estava descartada, Trump disse que iria "observar" e "ver qual seria o processo". — Mas recebemos uma declaração muito, muito boa de pessoas que estão cientes do que está acontecendo — disse Trump. Os comentários surgem depois de Trump ter instado os iranianos a continuarem os protestos contra o governo do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei . O presidente afirmou que "agiria de acordo" após ser informado sobre o número de manifestantes mortos. Ele publicou nas redes sociais que "a ajuda está a caminho" para os que protestam no Irã. Initial plugin text Entenda: Trump diz que Irã procurou EUA para negociar após ameaça sobre resposta militar a repressão a protestos Nos últimos dias, Trump ameaçou em diversas ocasiões intervir militarmente no Irã e, na terça-feira, em uma tentativa de intensificar a pressão, anunciou tarifas de 25% aos parceiros comerciais da República Islâmica. Trump também havia ameaçado agir "de maneira muito firme" se as autoridades iranianas começassem a executar os manifestantes, depois que o Ministério Público de Teerã afirmou que seriam apresentadas acusações por crimes capitais de "moharebeh" ("guerra contra Deus") contra alguns dos suspeitos detidos nos protestos. No passado, houve casos em que essas acusações levaram à pena de morte. Exilado: quem é Reza Pahlevi, ex-príncipe herdeiro do Irã citado durante protestos no país Vídeos mostram manifestações no Irã apesar de bloqueio da internet Guga Chacra: Em defesa das iranianas e iranianos Em atualização.