Servidor do Depen é condenado por 'vender' benefícios a presos em Londrina Um servidor público do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen-PR) foi condenado a 32 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. Ele foi investigado por fraudar concessões de benefícios para presos em Londrina, no norte do Paraná. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o homem também foi condenado a perda do cargo público. Ele atuava como técnico administrativo no sistema penitenciário, com passagens pela Vara de Execuções Penais e pelo Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon). O nome dele não foi divulgado. Ainda cabe recurso da decisão. ✅Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Conforme o MP, o servidor adulterava dados para favorecer os detentos, usando o acesso a sistemas oficiais como o Processo Eletrônico Judiciário (Projudi), Sistema Eletrônico de Execução Unificado (Seeu) e o sistema de monitoramento eletrônico SAC-24. Servidor atuou no Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon). Alberto D' Angele/RPC Com isso, segundo o MP, ele conseguia adulterar áreas de circulação de tornozeleiras e acelerava pedidos de soltura em troca de propina, por exemplo. O MP apontou que o servidor tomou atitudes como: Justificativas fraudulentas de faltas cometidas durante o monitoramento eletrônico; Inserção de dados falsos no sistema SAC-24 para ampliar áreas de circulação e horários de detentos sem autorização judicial; Intervenção direta para acelerar a tramitação de pedidos de benefícios e redução de penas; Fraude em atestados de comparecimento para detentos em regime aberto. O servidor foi condenado pelos crimes de corrupção passiva majorada, inserção de dados falsos em sistema de informações e falsidade ideológica de documento público. Além dele, outros dez denunciados foram condenados por corrupção ativa majorada. Eles receberam penas menores que variam entre cinco e 16 anos de prisão. Entre os outros denunciados, estão advogados que eram responsáveis por repassar as vantagens financeiras ao servidor. O mesmo servidor e outros envolvidos foram condenados no fim do ano passado, em desdobramentos da investigação relacionada à Operação Antártida, que iniciou a apuração dos benefícios irregulares aos presos. O servidor recebeu a pena de 11 anos e 4 meses de prisão, e os demais denunciados, a penas de 10 anos a 14 anos. Os envolvidos ainda respondem a outro processo relacionado a lavagem de dinheiro, que é apurado pelo Ministério Público. Leia também: Feminicídio: mulher é encontrada morta no banheiro, companheiro mente que causa foi overdose, mas é preso após laudo indicar lesões na vítima Tornado: registro em São José dos Pinhais é o quinto no Paraná em três meses Assassinato em academia no Paraná: 7 pontos para entender o caso Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.