China proíbe uso de antivírus e outros produtos de cibersegurança dos EUA e de Israel no país

A China instruiu empresas no país a não utilizarem produtos de cibersegurança de companhias americanas e israelenses, incluindo a Palo Alto Networks, a Fortinet e a Check Point Software Technologies, de acordo com uma diretriz governamental vista pela Bloomberg News. As instruções exigem que as organizações identifiquem se utilizam quaisquer produtos de cibersegurança das empresas designadas e que substituam esses produtos por tecnologias nacionais até o primeiro semestre de 2026. Segundo o comunicado, o uso desses produtos por empresas chinesas poderia resultar no envio de dados sensíveis para o exterior ou criar outras vulnerabilidades para os clientes. O documento também acusou as empresas dos EUA e de Israel de terem vínculos com agências de inteligência, embora não tenha apresentado provas dessas alegações nem esclarecido quais seriam os problemas de segurança envolvidos. “Trabalhos recentes constataram que produtos de cibersegurança da Palo Alto Networks, uma empresa com histórico de ligação com serviços de inteligência dos EUA e do Ocidente, apresentam problemas de segurança”, diz um comunicado do órgão regulador do mercado de valores mobiliários, visto pela Bloomberg News e datado de 19 de dezembro de 2025. A Palo Alto Networks não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O governo dos Estados Unidos adotou medidas semelhantes ao restringir o uso de produtos de algumas empresas chinesas por órgãos governamentais, citando preocupações de segurança. A Recorded Future, CrowdStrike, Mandiant (da Alphabet), Rapid7, SentinelOne, Claroty, Cato Networks, Imperva, CyberArk, Wiz, VMWare (da Broadcom), McAfee e Orca Security também estão incluídas na proibição. Segundo representantes de cada empresa, a Recorded Future, a CrowdStrike, a SentinelOne e a Claroty não vendem produtos na China. Um porta-voz da McAfee afirmou, em comunicado, que os produtos da empresa são voltados para indivíduos e famílias, e não para uso governamental. “Monitoramos continuamente os desenvolvimentos regulatórios em todo o mundo e garantimos que nossos produtos estejam em conformidade com todas as leis e exigências aplicáveis nas regiões em que operamos”, disse o porta-voz. “A Orca Security não foi notificada sobre isso”, afirmou Gil Geron, CEO da empresa. “Acreditamos que o acesso a ferramentas de segurança defensiva eficazes é essencial para apoiar operações empresariais seguras em todo o mundo, e esta seria uma medida na direção errada ao negar esse nível de proteção”, disse ele. Nenhuma das outras empresas mencionadas respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.