O Brasil segue entre os países com maior liberdade de circulação internacional em 2026. De acordo com o Henley Passport Index, divulgado na sexta-feira (9), o passaporte brasileiro ocupa a 16ª posição no ranking global, ao lado da Argentina, garantindo acesso sem visto prévio a 169 países e territórios. O resultado mantém o país entre os 20 primeiros do mundo e reforça sua posição de destaque na América do Sul. Turismo e barulho em jogo: proposta para limitar venda de álcool em Lisboa é criticada por não barrar consumo nas ruas; entenda Quais são os cinco melhores lugares para viajar em 2026? Veja ranking de turismo sustentável O ranking é elaborado pela consultora londrina Henley & Partners com base em dados exclusivos da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e analisa 227 destinos. Com uma série histórica superior a duas décadas, o índice é uma das principais referências internacionais para medir o poder dos passaportes e a mobilidade global. O que mede o Henley Passport Index O Henley Passport Index classifica os passaportes de acordo com o número de destinos que seus titulares podem visitar sem necessidade de visto antecipado. Ao longo dos anos, o levantamento tem servido como termômetro de estabilidade política, relações diplomáticas e acordos internacionais, além de evidenciar mudanças no equilíbrio geopolítico global. Confira o ranking completo aqui! No topo do ranking, a liderança continua concentrada na Ásia. Singapura aparece isolada em primeiro lugar, com acesso a 192 destinos, seguida por Japão e Coreia do Sul, que dividem a segunda posição, com 188. A Europa mantém forte presença entre os primeiros colocados, ocupando integralmente o terceiro e o quarto lugares, com países que variam entre 185 e 186 destinos sem visto. Portugal integra o quinto lugar, ao lado de Hungria, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos, com acesso a 184 destinos. Os Emirados, aliás, são apontados no relatório como o país com a evolução mais expressiva desde 2006, após um avanço sustentado por políticas de abertura diplomática e liberalização de vistos. Os Estados Unidos retornaram ao top 10 em 2026, na décima posição, com 179 destinos, mas continuam em trajetória de perda relativa. Segundo o estudo, o país deixou de ter acesso sem visto a sete destinos apenas no último ano e acumula uma das maiores quedas do ranking nas últimas duas décadas. No extremo oposto, Afeganistão, Síria e Iraque permanecem nas últimas posições, com menos de 30 destinos acessíveis sem visto. A diferença entre o passaporte mais poderoso e o mais fraco chega a 168 destinos, evidenciando, segundo a Henley & Partners, uma desigualdade estrutural no acesso à mobilidade global. Ranking dos passaportes mais poderosos do mundo em 2026 Singapura – 192 destinos Japão e Coreia do Sul – 188 destinos Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça – 186 destinos Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos e Noruega – 185 destinos Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovénia e Emirados Árabes Unidos – 184 destinos Croácia, República Checa, Estónia, Malta, Nova Zelândia e Polónia – 183 destinos Austrália, Letónia, Liechtenstein e Reino Unido – 182 destinos Canadá, Islândia e Lituânia – 181 destinos Malásia – 180 destinos Estados Unidos – 179 destinos