Com mais de 7 bilhões de streams acumulados e mais de 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify — mesma plataforma em que foi a 7ª artista latina mais escutada no ano passado —, Ana Castela se consolidou em tempo recorde como um dos maiores fenômenos da música brasileira. Aos 22 anos, a “boiadeira” ajudou a levar o seu novo sertanejo (que mescla influências do pop e da música eletrônica às raízes do gênero) para o centro do mercado pop brasileiro, com presença constante nas redes. Só no Instagram, ela acumula mais de 23 milhões de seguidores. Com esse tamanho, Ana acabou conhecendo não apenas o bônus, mas também o ônus da fama. Sua vida pessoal passou a ser acompanhada de perto, muitas vezes reduzida a boatos e especulações. Em meio a isso, ela tenta aprender a estabelecer limites. internacionais Praia de Ipanema: festival gratuito vai reunir Seu Jorge, Marcos Valle, Maria Gadú, Daniel Jobim e mais — A exposição é uma das partes mais difíceis, mas tenho aprendido a me proteger mais, filtrar o que eu leio, me cercar de pessoas que me conhecem de verdade. Família, amigos e minha equipe são meu maior apoio — conta ao GLOBO a cantora que diz sentir a responsabilidade com a carreira consolidada na juventude, mas tenta não deixar esse sentimento “virar pressão”. — Eu sei que muita gente se inspira em mim, então tento fazer tudo com verdade e respeito. Mas também lembro que ainda estou aprendendo, crescendo, vivendo. Não dá para pular etapas. É em razão dessa verdade, acredita Ana, que a sua música “fala a língua” dos seus milhões de fãs, incluindo uma legião de crianças e adolescentes. Depois de uma 2ª edição bem sucedida do seu Navio, Ana é a voz da abertura da nova novela das 19h da TV Globo, “Coração acelerado”, na qual também fará uma participação como atriz. Neste sábado (17), ela é a grande atração do festival “Universo Spanta”, no Rio de Janeiro. — Estou vivendo um momento especial, tenho gratidão por tudo. Às vezes, paro e penso: “Meu Deus, que loucura, olha onde eu estou (risos)” — diz a cantora. — Me realizo muito subindo no palco e vendo as pessoas cantando minhas músicas com emoção. Saber que alguma letra minha fez companhia pra alguém em um momento importante não tem preço. Apesar dessa relação com o palco, ou talvez justamente por conta dela, Ana revela que o momento em que se sente mais em paz é quando está com a família, “em casa, longe da correria, vivendo coisas simples”. Natural de Amambai, no Mato Grosso do Sul, a jovem também inclui a música no tempo livre. Na sua caixa de som cabe de tudo um pouco, como conta: sertanejo raiz, sertanejo mais atual, modão, pop, música internacional, gospel... Feliz e realizada com o presente, ela também mira no futuro: — Tenho muitos sonhos ainda. Quero explorar outras sonoridades, fazer projetos diferentes, talvez algo que as pessoas não esperem de mim. Não gosto de me limitar. Acho que o mais bonito da carreira é poder se reinventar sem perder a essência.