Uma criança de um ano precisou ser submetida a uma cirurgia facial após ser atacada pelo cachorro de estimação da própria família, no sábado (10), em Doncaster, no condado de South Yorkshire, na Inglaterra. O ataque ocorreu dentro da residência, na região de Hyde Park, e mobilizou equipes de emergência e a polícia local. Segundo informações das autoridades, paramédicos foram acionados após relatos de que um buldogue americano havia avançado contra o bebê. A criança estava no chão quando o animal pulou sobre ela, causando ferimentos graves no rosto. A polícia foi chamada ao local enquanto os socorristas prestavam atendimento, e o cão foi apreendido, permanecendo sob custódia em um canil policial. Sinais prévios de agressividade De acordo com a Polícia de South Yorkshire, o animal já havia apresentado comportamentos agressivos em relação à criança antes do episódio. Durante a apuração inicial, os agentes constataram que o ataque não foi um evento isolado, mas resultado de sinais que não teriam sido adequadamente tratados. O inspetor de armas de fogo Steve Usher afirmou que casos como esse refletem uma demanda crescente enfrentada pelas forças de segurança. “Pessoas inocentes e vulneráveis sofrem cicatrizes físicas e mentais para toda a vida devido à falta de posse responsável de cães. É um fato que esses incidentes poderiam ter sido evitados”, disse. Ainda segundo Usher, “não se trata de um mal-entendido. São comportamentos que precisam ser abordados, com treinamento adequado e mudanças no estilo de vida para garantir que ninguém se machuque”. Ele acrescentou que a polícia seguirá adotando medidas educativas e punitivas contra situações que representem risco, reforçando o apelo para que famílias revejam rotinas e cuidados com animais, especialmente com a chegada de 2026.