Resort da família de Toffoli é comprado por advogado ligado à J&F

O resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, mudou de controle em 2025 e passou para o advogado Paulo Humberto Barbosa. A apuração é do portal Metrópoles. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli frequenta o local. Dois irmãos e um primo do magistrado detinham as cotas vendidas ao advogado. + Leia mais notícias de Política em Oeste O novo dono mantém vínculos empresariais com nomes ligados à J&F. Barbosa é sócio de Renato Mauro Menezes Costa, presidente da Friboi, e de Gabriel Paes Fortes, cunhado de José Batista Júnior, irmão mais velho de Joesley e Wesley Batista. O trio controla a Petras Negócios e Participações, empresa voltada ao aluguel de aeronaves. Venda de resort dos Toffoli teve participação de fundo ligado ao Banco Master De acordo com o portal, a transação que transferiu o controle do Tayayá ocorreu por meio de um fundo administrado pela Reag. A financeira aparece em investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Seu fundador, João Carlos Mansur, foi alvo da operação realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 14. O ministro determinou, inicialmente, que o material apreendido no caso Master fosse lacrado e encaminhado ao STF. A atuação de Toffoli, inclusive, tem preocupado os investigadores . Vale mencionar que, em 2023, o ministro determinou a paralisação do pagamento de uma multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal. Barbosa comanda um escritório que atua em processos ligados à compra de empresas norte-americanas pelos irmãos Batista, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social . Além disso, ele figura como sócio ou administrador em dez empresas, com atividades que vão do comércio atacadista à agropecuária. https://www.youtube.com/shorts/WwZ501SR2Rg Em nota ao Metrópoles, a JBS afirmou que “nem a Companhia nem os acionistas possuem qualquer relação com as empresas citadas ou com qualquer outro negócio do advogado”. No fim de 2025, Toffoli esteve no resort em uma aeronave de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, conforme aponta o portal. A Operação Carbono Oculto investiga o envolvimento dele em suspeitas de evasão fiscal e venda de combustível adulterado, com possível ligação ao PCC. Leia também: "Senadores pedem impeachment de Toffoli por condução do caso Master" O post Resort da família de Toffoli é comprado por advogado ligado à J&F apareceu primeiro em Revista Oeste .