Master: Ministros do STF e do TCU recomendam a colegas 'toda cautela' na condução dos casos com 'explosivos'

Depois das últimas revelações, com uma operação da PF desta quarta-feira (14) e a liquidação da Reag nesta quinta (15) pelo BC, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendam a seus colegas relatores do caso Master “toda cautela” possível, porque as investigações têm um “potencial explosivo”. O recado é para os ministros Dias Toffoli e Jonathan de Jesus, que comandam os processos no Supremo e no Tribunal de Contas. LEIA TAMBÉM: Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos A informação passada a ministros do Supremo é que as investigações ainda vão revelar não só mais fraudes, mas como uso de fundos para desvio de recursos do banco Master e enriquecimento familiar. Dono do Master, Daniel Vorcaro é o principal alvo das investigações, agora também focadas em João Carlos Mansur, ex-sócio e comandante da Reag. Eles negam irregularidades. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta quarta, gerou muita tensão entre ministros do STF as decisões iniciais do ministro Dias Toffoli de determinar que todos os bens e equipamentos apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem lacrados e levados para o STF. O mal-estar foi gerado porque, em primeiro lugar, esse não é o caminho regular, que sempre deixa com a PF esses bens e equipamentos apreendidos em operações. Em segundo lugar, porque não havia nenhuma estrutura no Supremo para armazenar esses bens e equipamentos apreendidos, entre eles carros, armas, relógios, dinheiro vivo e aparelhos de telefone celular e computadores. Além disso, a extração do material nos telefones celulares e computadores será feita pela perícia técnica da PF, sendo que o STF não tem equipe treinada para isso. Caso do Banco Master está tendo grandes repercussões no sistema financeiro e também no mundo político brasileiro Reuters via BBC Mudança na decisão Depois de muitas críticas, Toffoli mudou sua decisão no início da noite, e determinou que a Procuradoria Geral da República fique com a custódia dos bens e equipamentos, o que ainda não resolve o fato de a PF acabar ficando fora desta primeira etapa, de analisar o conteúdo dos celulares, por exemplo. Nesta quinta, o Banco Central decretou a liquidação da Reag, hoje CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, que foi alvo nesta quarta de operação da PF por ter uma suposta parceria com o Banco Master para desvio de recursos aplicados na instituição financeira de Vorcaro, e que estaria enriquecimento o dono do banco liquidado e seus familiares. Os advogados negam irregularidades. No TCU, foi descoberto um outro processo, sigiloso, que foi desarquivado pelo ministro Jonathan de Jesus para investigar a liquidação do banco Master. O Banco Central não foi informado até agora nada sobre esse processo, que passou a tramitar paralelamente ao que fará uma inspeção em documentos do banco Master sobre a liquidação da instituição pelo Banco Central. A informação irritou colegas de Jonathan de Jesus, que o aconselharam a arquivar novamente esse processo o mais rápido possível, o que ele teria prometido fazer ainda ontem.