A empatia é uma habilidade multidimensional que envolve tanto a compreensão dos pensamentos dos outros (empatia cognitiva) quanto o compartilhamento dos sentimentos alheios (empatia emocional). Ela se desenvolve na primeira infância por meio de interações sociais e experiências de aprendizagem. Conheça: o superalimento do mar proteico e com pouquíssimas calorias Bissexuais: estudo revela que o grupo têm mais libido e auge do desejo sexual masculino não é na juventude Porém, pesquisas recentes mostraram um declínio preocupante na criatividade e na empatia entre os jovens, o que pode estar ligado a mudanças no estilo de vida, educação e no aumento do uso de tecnologia. Um estudo recente publicado na PLOS One, mostrou que há uma maneira simples e eficaz de aumentar a empatia nas crianças: lendo um livro. Pesquisadores examinaram o efeito de rotinas diárias de leitura na criatividade e empatia em crianças de seis a oito anos de idade. Segundo eles, a leitura diária estava associada a melhorias na empatia cognitiva e na criatividade em crianças, do período pré ao pós-intervenção, independentemente do estilo de leitura. Pausas reflexivas também produziram benefícios adicionais e específicos para a fluência criativa. Livros de ficção e fantasia, por exemplo, segundo os pesquisadores, pode ser um caminho promissor, pois incentivam a identificação com os personagens, a compreensão das emoções e a reflexão sobre situações sociais. Criatividade e empatia também estão intimamente relacionadas, compartilhando a dependência da imaginação e do pensamento flexível. Pesquisa O estudo incluiu 41 crianças da região central da Virgínia, juntamente com seus cuidadores. As crianças foram aleatoriamente designadas para uma de duas condições: um grupo de leitura contínua, no qual os cuidadores liam livros ilustrados sem interrupção, ou um grupo de pausa, no qual os cuidadores faziam uma pausa durante a história para fazer perguntas reflexivas sobre os sentimentos e ações dos personagens. Tom Brady, Serena Williams e Simone Biles: ídolos integram movimento que impulsiona uso das canetas emagrecedoras nos EUA A intervenção durou duas semanas, com cada um dos sete livros incluídos sendo lido duas vezes. A empatia foi medida antes e depois da intervenção usando uma versão adaptada para crianças do Índice de Reatividade Interpessoal, que avalia a empatia cognitiva, a empatia emocional e a tomada de perspectiva baseada na fantasia. Já a criatividade foi avaliada por meio de uma tarefa que mensurava tanto a fluência criativa (o número de ideias geradas) quanto a originalidade. A maioria das famílias relatou hábitos regulares de leitura antes do estudo. Como resultado, as crianças do grupo de pausa não apresentaram ganhos significativamente maiores em empatia ou criatividade em comparação com o grupo de leitura contínua. Porém, os dois grupos tiveram melhorias significativas da linha de base ao acompanhamento em empatia cognitiva, empatia total, fluência criativa e originalidade criativa. A empatia emocional não apresentou mudanças significativas ao longo das duas semanas. Uma exceção notável surgiu para a fluência criativa: as crianças do grupo de pausa demonstraram ganhos significativamente maiores ao longo do tempo do que as do grupo de leitura contínua, sugerindo que perguntas reflexivas podem aprimorar a geração de ideias quando repetidas em diferentes leituras. A empatia baseada na fantasia também apresentou maior melhora no grupo de pausa quando as diferenças entre as crianças, como sexo e experiência prévia de leitura, foram levadas em consideração. 'Bomba de longevidade': a receita de gelatina riquíssima em colágeno e vitamina C A idade também foi um diferencial na pesquisa com crianças mais velhas apresentando pontuações de originalidade mais baixas do que crianças mais novas. A análise final ainda destacou que o estudo foi mais adequado para identificar mudanças substanciais do que diferenças sutis entre os estilos de leitura. De modo geral, os resultados sugerem que a leitura compartilhada diária, com ou sem a inclusão de perguntas reflexivas, é uma estratégia simples e acessível para nutrir a empatia e a criatividade na primeira infância. No entanto, os resultados devem ser interpretados como preliminares, e não como evidências definitivas de causa e efeito. Os pesquisadores terminam afirmando que são necessários mais estudos para examinar o efeito de conversas significativas com os cuidadores, a importância do contato físico ou outras formas de interação das crianças com os adultos em suas vidas.