Banco Central decreta liquidação de corretora de câmbio Advanced

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora de Câmbio, instituição com sede em São Paulo. O anúncio foi feito no mesmo momento em que a autarquia comunicou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust DTVM. Porém, os casos não têm relação. A decisão sobre Advanced a foi comunicada ao mercado pelo Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora (Derad). Segundo o Banco Central, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora e "por graves violações às normas" que regulam as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Em 2025, a corretora, ocupou a 56ª posição no ranking de operações de câmbio do Banco Central, respondendo por 0,081% do volume financeiro e 0,14% da quantidade de operações realizadas no país. O Banco Central nomeou como liquidante extrajudicial Fabiano Fabri Bayarri, que terá amplos poderes de administração, liquidação e representação da sociedade. Com a decretação da liquidação, ficam indisponíveis os bens dos controladores Francisco Eduardo de Oliveira Castro e Ricardo Augusto Cardoso, que também figuram como ex-administradores da instituição, conforme previsto em lei. A autarquia informou que continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades no âmbito de suas competências. O resultado das apurações pode levar à aplicação de sanções administrativas adicionais e ao envio de informações a outras autoridades competentes. Eventuais informações sobre bens ou valores registrados em nome da Advanced Corretora de Câmbio deverão ser comunicadas diretamente ao liquidante, que conduzirá o processo a partir de São Paulo. A liquidação extrajudicial é um instrumento utilizado pelo Banco Central para encerrar de forma ordenada as atividades de instituições que não apresentam mais condições de operar regularmente, com o objetivo de preservar direitos de clientes e credores e proteger o sistema financeiro.