Em novo documentário, Will Smith visita laboratório comandado por pesquisadores brasileiros na Antártica

Will Smith se aventura em pontos remotos do planeta durante 100 dias. Essa é a sinopse da série documental “De Polo a Polo”, produzida pela National Geographic e estrelada pelo ator, rapper e produtor estadunidense. Com estreia marcada para a próxima segunda-feira (19) no canal e episódios já disponíveis na plataforma de streaming Disney+, as gravações contaram com uma visita do astro à uma base científica bem brasileira localizada na Antártica. Atuação de mergulhadores: Estados do Pará e Ceará ajudam nas buscas por crianças desaparecidas em Bacabal (MA) Ameaças de morte: Felca relata ataques de crianças após mudanças no Roblox e cita ameaças nas redes Trata-se do laboratório Criosfera 1, projetado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e instalado em um dos pontos de pesquisa mais remotos do planeta, a cerca de 600 quilômetros do polo sul geográfico, o que faz dele a plataforma científica de coleta de dados mais remota do Brasil. O Criosfera 1 não é a única menção ao Brasil na série. O documentário de sete episódios também passa pela Floresta Amazônica, além de lugares como o Ártico, as montanhas do Himalaia e desertos da África. Em cada região, Will Smith acompanha pesquisas científicas e dialoga com pesquisadores e comunidades locais. Em passagem pela Antártica, ele conversa com o professor Heitor Evangelista, coordenador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg) da Uerj. O professor conta que o laboratório opera exclusivamente com energia solar e eólica e é uma das poucas estruturas totalmente automatizadas em funcionamento no interior do continente antártico. — Nosso laboratório é o único módulo autônomo no centro da Antártica que mede diversos parâmetros, desde meteorologia até raios cósmicos, de forma absolutamente automática. Isso nos coloca num patamar bastante interessante no contexto do monitoramento climático no centro da Antártica — destaca o pesquisador. Pesquisadores do Inpe, INMET e Uerj se reúnem com Will Smith na Antártida Divulgação O Criosfera 1 foi inaugurado no ano de 2012, a aproximadamente 2.500 quilômetros ao sul da Estação Comandante Ferraz. A visita do ator à base científica ocorreu durante o verão antártico de 2022, com o objetivo de mostrar como os cientistas brasileiros conduzem estudos de ponta sobre as mudanças climáticas em condições extremas. Conquistas e pesquisas em conjunto Dentre as instituições que colaboram e realizam pesquisas no Criosfera 1, estão a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). Em dezembro de 2025, o Laramg concluiu a primeira expedição à Antártica realizada em formato totalmente neutro de carbono. A missão levou três pesquisadores ao Criosfera 1 e estabeleceu um novo protocolo de sustentabilidade para a comunidade científica internacional, representando um marco para o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e levando projeção internacional à pesquisa científica brasileira. É do Brasil: Criosfera 1 é referência global nas pesquisas de interação do clima na Antártica Divulgação O local tem ainda o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT da Criosfera), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm).