O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou nesta quinta-feira quatro peritos da Polícia Federal (PF) que terão acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A análise será feita com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material. Inicialmente, Toffoli havia determinado que os itens apreendidos deveriam ficar lacrados e custodiados no STF. Depois, autorizou a PGR a fazer a extração e exame dos dados e documentos. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirmou ver com "preocupação" a decisão de Toffoli e declarou que há "riscos operacionais e técnicos" que podem levar à perda de "vestígios relevantes" para a investigação. Também nesta quinta, o ministro proferiu nova decisão, indicando quatro peritos que devem participar da análise. "Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais", determinou. A segunda fase da Compliance Zero foi realizada na quarta-feira, por determinação de Toffoli. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Vorcaro chegou a ser preso na primeira fase, em novembro, mas depois foi solto. Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro disse que ele tem "colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes". "Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência", afirma o texto.