O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, criticou duramente seu ex-vice e atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmando que ele "se tornou um autocrata", em entrevista ao jornal britânico The Guardian. 'Sabia que ele acabaria sendo batido': Klose admite que recorde de gols na Copa do Mundo está próximo do fim Leia também: Fifa recebe mais de 500 milhões de solicitações de ingressos para Copa do Mundo de 2026 "Ele era um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um ótimo trabalho na Uefa, mas tem um problema: gosta dos ricos e poderosos, daqueles que têm dinheiro. É da natureza dele", declarou o ex-jogador da seleção francesa, que presidiu a confederação europeia de 2007 a 2015, quando foi suspenso em decorrência do escândalo de corrupção que abalou a Fifa. "Ele já era assim como número dois, mas naquela época não era o chefe. Infelizmente, Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia da Covid-19", acrescentou o lendário camisa 10 dos Bleus. Galerias Relacionadas De 2009 a 2015, Infantino foi secretário-geral da Uefa, quando assumiu a presidência da Fifa. "Há menos democracia agora do que na época de Blatter [presidente da Fifa de 1998 a 2015]. Pode-se dizer o que quiser sobre Blatter, mas o principal problema dele era querer ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol", acrescentou o tricampeão da Bola de Ouro. Há vários anos, Platini está em conflito com Infantino, a quem suspeita ter agido para tirá-lo da disputa pela presidência da Fifa em 2015, alertando o Ministério Público suíço sobre um pagamento suspeito de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 13,3 milhões). Esse pagamento foi feito pela Fifa a mando de seu então presidente, Joseph Blatter, a Michel Platini em 2011, sem justificativa por escrito. Acusados de fraude, entre outras acusações, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos em 2025 pelo sistema judiciário suíço.