Ratinho Jr. intensifica diálogo no PSD para ser escolhido candidato da sigla ao Planalto

O governador do Paraná, Ratinho Jr., intensificou o diálogo com lideranças do PSD sobre o desejo de disputar a Presidência pela sigla. Ele participou de ao menos duas reuniões neste ano nas quais colocou na mesa a disposição para ser o nome da legenda, que também tem Eduardo Leite como pré-candidato. O partido de Gilberto Kassab já sinalizou que optará por uma candidatura própria ao Planalto, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) se mantenha na corrida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entenda: Messias vai retomar corpo a corpo com senadores por vaga no STF após conversa com Pacheco e gesto de Lula Genial/Quaest: Lula vê desaprovação crescer no Sudeste, e Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto na região Uma eventual desistência da candidatura própria do PSD depende do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Caso Tarcísio opte por disputar o Planalto, Kassab declarou publicamente que deve apoiá-lo. Aliados de Ratinho defendem sua candidatura ao Planalto com o argumento de que o governador tem grande popularidade entre as classes C e D. Também avaliam que pesa a favor do paranaense ter visibilidade nacional consolidada mesmo não tendo sido ministro do governo Bolsonaro. Nesta quinta-feira, Kassab afirmou que o PSD tem dois pré-candidatos e “caminha” para apoiar um deles. — Todos sabem que, se o Tarcísio fosse ou for candidato a presidente, nós daremos apoio a ele. (Mas) diante das manifestações do Tarcísio, caminhamos para ter uma candidatura própria. Hoje, o cenário favorece o Ratinho, mas poderá ser também Leite — disse Kassab ao portal A Cidade. Mais cedo, Ratinho disse que aceitará ser o candidato do partido para a disputa presidencial em 2026 caso o seu nome seja escolhido internamente. — Mais do que nomes, é projeto. Quem vai ter a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil? Se meu nome for escolhido internamente, eu fico muito honrado e obviamente vou aceitar o desafio. Mas isso é uma coisa que tem de ser construída internamente — disse o governador do Paraná, que afirmou ainda: — Não é "eu ser candidato", é apoiar alguém que possa conseguir aglutinar melhor um novo Brasil. As pessoas não estão mais aguentando esse ambiente de briga política. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirma publicamente que mantém a disponibilidade para liderar um projeto alternativo ao da polarização radicalizada. Segundo o gaúcho, a definição sobre o nome do PSD ao Planalto se dará no tempo adequado a partir do "bom diálogo" no partido.