O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como "Papudinha", que vai alojar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), abriga outras autoridades, como o ex-ministro Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Antes deles, já ficaram encarcerados no local o ex-vice-governador do DF Benedito Domingos e o ex-secretário de Saúde Francisco Araújo. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira a transferência de Bolsonaro da superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal para uma sala do batalhão. mapa-papudinha Arte O GLOBO “DETERMINO A IMEDIATA TRANSFERÊNCIA de JAIR MESSIAS BOLSONARO da Sala de Estado Maior da Superintendência Regional da Polícia Federal/DF para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar- PMDF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda”, diz o despacho. A Papudinha é uma área reservada que recebe principalmente policiais militares presos. Foram levados para lá, por exemplo, os integrantes da antiga cúpula da PM-DF, que são suspeitos de omissão durante os atos golpistas do 8 de janeiro. Os oficiais foram soltos e aguardam julgamento no STF. Em 2023, Anderson Torres foi levado ao batalhão após ter sido preso, quando retornou ao Brasil depois do 8 de janeiro. O ex-ministro, que é delegado da Polícia Federal, ficou quatro meses detido preventivamente. Torres foi condenado na mesma ação que Bolsonaro, a 24 anos de prisão. Quem também ficou detido no 19º BPM foi Benedito Domingos, vice-governador no DF entre 1999 e 2002, no governo de Joaquim Roriz. Ele passou cerca de seis meses no local em 2016, após ser condenado por corrupção passiva e fraude em licitações, pelo período que foi administrador de Taguatinga, região administrativa do DF. Depois, foi autorizado a ir para a prisão domiciliar, por problemas de saúde. Outra autoridade do Distrito Federal levada para a "Papudinha" foi Francisco Araújo, então secretário de Saúde afastado. Araújo foi preso preventivamente em 2020 por suspeitas de irregularidades em compra de testes para Covid-19. Depois, foi solto. Em 2023, o ex-secretário foi absolvido das acusações.