Herpes-zóster: repórter do GLOBO responde a carta de leitor sobre custo da vacina

Uma vacina em duas doses, cujo custo total pode chegar a R$ 2 mil. Este é o panorama do imunizante contra a herpes-zóster, doença causada pelo vírus varicela-zóster. A despesa, que não é passível de dedução no Imposto de Renda, foi relatada pelo leitor Alexandre Amorim, do Rio, em mensagem enviada à redação do GLOBO. Unimed Ferj em crise: repórter do GLOBO responde a carta de leitor sobre o tema Spray de pimenta: editora do GLOBO responde a carta de leitor sobre o tema Amorim questionou a ausência da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O repórter de Saúde Bernardo Yoneshigue comenta a questão e dá informações sobre uma possível inclusão da vacina no SUS. Assista. Carta dos Leitores: repórter responde sobre custo da vacina contra herpes-zóster Leia a carta completa: "Enquanto o identificador do cidadão em outros países é o número do seguro social, no Brasil, o CPF virou nossa identidade — não para garantir direitos, mas para a Receita cobrar impostos com precisão cirúrgica. Paguei R$ 2 mil por uma vacina contra herpes zoster, com nota fiscal, sem poder deduzir um centavo no Imposto de Renda. Uma vacina cara, preventiva, que o SUS deveria fornecer, mas sequer informa a população sobre sua importância. Afinal, saúde preventiva não deveria ser prioridade pública? Vacina não é luxo. Luxo é o governo ignorar isso." Utilidade pública: use a ferramenta do GLOBO e descubra se está em dia com a carteira de vacinação Entenda o contexto O Ministério da Saúde optou por não incorporar a vacina contra herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS) após um parecer desfavorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (12). Na análise, a Conitec reconheceu as evidências positivas sobre a eficácia da vacina, mas considerou que o alto valor do imunizante, cujo esquema completo de duas doses pode chegar a R$ 2 mil na rede privada, torna a incorporação “insustentável para uma política de saúde abrangente”. O pedido analisado, feito pela própria pasta da Saúde, foi para a oferta da vacina a idosos com 80 anos ou mais e imunossuprimidos acima de 18 anos. No relatório, a comissão destaca que o impacto orçamentário foi estimado em R$ 5,2 bilhões em cinco anos para vacinar 1,5 milhão de pessoas ao ano, 6,5 milhões no total, considerando o limite máximo de doses disponíveis pela farmacêutica, a GSK.