Tati Machado se emocionou ao lembrar da perda do pai, em 2021, na participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do GLOBO, disponível no YouTube e no Spotify. Esse foi um dos momentos mais difíceis de sua vida. Apresentadora da TV Globo e do GNT, de 34 anos, falou sobre o luto, a culpa e o contraste entre dor e sucesso ao relatar como precisou lidar com a exposição pública enquanto atravessava o período de sofrimento. Antes e depois: acesse a ferramenta do GLOBO com informações sobre os 407 brothers e sisters que passaram pelo BBB Assista a entrevista completa a seguir. Vi um TED em que contava sobre a perda do seu pai, em 2021, no mesmo dia em que fez a primeira publicidade que te deu dinheiro. Como foi equilibrar a felicidade e o fundo do poço? Passei a questionar momentos de alegria, a lidar com eles com medo. Tipo: "Vou fazer o 'Dança dos Famosos'? Então, algo coisa vai acontecer..". Pira da minha cabeça que estou tratando com muita terapia. Perdi meu pai de uma forma devastadora. Estava fazendo minha primeira publicidade, era a primeira vez que ia ver uma grana de verdade. Mandei mensagem para o meu pai e ficou só um tracinho. Na mesma hora, pensei que tinha algo errado. Vi que não falava com ele há dois dias. Ele era daquele que mandava corrente: "Beba água, filhinha". Fui até o apartamento, bati na porta e nada. Chamei o chaveiro e, de alguma maneira, parecia que eu já sabia... Quando acenderam a luz, meu pai estava lá, caído, mas vivo. Entrei e falei: "Oi, pai, vim te buscar". Corri contra o tempo para levá-lo ao hospital. Descobri que não tinha plano de saúde. Me senti uma filha horrível, nunca tinha tido essa conversa com ele. Levei meu pai para o Miguel Couto e virei uma daquelas famílias que suplicam por notícias do familiar. E tendo que fazer selfie com as pessoas. Me escondia dentro do banheiro. Meu pai teve um aneurisma cerebral, fez uma cirurgia, já estava em estado de coma. Depois de alguns dias, morreu. As memórias são difíceis. É uma culpa muito grande que, racionalmente, sei que não tenho, mas, emocionalmente, é difícil fugir dela.