A Netflix obteve os direitos globais de streaming dos filmes da Sony Group após concluírem sua exibição nos cinemas, acrescentando lançamentos de um dos maiores estúdios de Hollywood. Um acordo plurianual anunciado nesta quinta-feira amplia a parceria firmada pelas empresas em 2021. Esse acordo concedeu à Netflix os direitos nos Estados Unidos para exibir filmes da Sony após o lançamento nos cinemas e depois de estarem disponíveis para compra ou aluguel on-line, além de direitos na Alemanha e em partes da Ásia. Os filmes da Sony começarão a aparecer gradualmente na Netflix em todo o mundo ainda neste ano, à medida que os direitos de cada território forem ficando disponíveis, informaram as empresas em comunicado, com a implantação concluída até o início de 2029. Como parte do acordo, a Netflix também poderá licenciar filmes e séries de TV selecionados do catálogo da Sony, que inclui franquias de sucesso como Homem-Aranha e Jumanji. O acordo reforça o catálogo da Netflix de filmes exibidos nos cinemas — um portfólio que pode crescer ainda mais caso a empresa de streaming adquira as operações de estúdio da Warner Bros. Discovery. A Netflix disputa com a Paramount Skydance, com propostas concorrentes pela Warner Bros. Em 2024, a Netflix ampliou um acordo com a NBCUniversal, da Comcast, adicionando direitos para transmitir filmes live-action a um contrato que já incluía produções animadas dos estúdios DreamWorks Animation e Illumination. A partir de 2027, os filmes live-action da Universal Pictures e da Focus Features, que incluem franquias como Velozes e Furiosos e Jurassic Park, passarão a aparecer na Netflix “no máximo oito meses após o lançamento nos cinemas”, segundo informaram as empresas na época. A Netflix divulga seus resultados financeiros do quarto trimestre em 20 de janeiro. A empresa encerrou 2024 com 301,6 milhões de assinantes. O acordo anterior com a Sony incluía o compromisso de produzir filmes originais para o serviço de streaming. Se a Netflix for bem-sucedida na aquisição da Warner Bros., passará a deter os direitos pós-exibição nos cinemas de filmes da Sony, Universal, Warner Bros. e do estúdio independente A24, que atualmente mantém um acordo com o serviço de streaming HBO Max, da Warner Bros.