Fisioterapia, médicos 24h, barra de apoio na cama, cozinha e banho de sol: o que Bolsonaro terá na Papudinha

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma sala de Estado maior no 19º Batalhão da Polícia Militar - PMDF, conhecido como Papudinha, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, atende a uma mudança solicitada pela defesa: a saída de uma cela de aproximadamente 12 metros quadrados na Polícia Federal para um espaço de 64,83 metros quadrados no complexo. A decisão judicial detalha que a nova acomodação tem uma estrutura com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa. A mudança foi fundamentada em três pontos principais levantados pelos advogados e aceitos pelo STF para garantir a saúde do ex-presidente: a "desconfiança" com a comida, a necessidade de fisioterapia noturna e o banho de sol. O que muda com a transferência: Espaço maior: a sala de Estado Maior possui 64,83 metros quadrados (contra os cerca de 12 metros quadrados da cela anterior), divididos em quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa. Saúde e equipamentos: o local comporta a instalação de esteira e bicicleta ergométrica e viabiliza a realização de fisioterapia noturna para estabilização do sono, além de barras de apoio na cama para evitar quedas — rotina que era inviável na sede da PF por questões de segurança. Cozinha própria: para acabar com a desconfiança da família sobre a comida, a unidade permite o preparo e armazenamento de alimentos no próprio local, além de garantir o fornecimento de cinco refeições diárias. Sol e visitas: o ex-presidente terá direito a banho de sol com horário livre e total privacidade, além de um regime de visitas ampliado (três horários diferentes, duas vezes por semana). Avaliação médica: a permanência no batalhão é provisória e depende de uma nova avaliação. Moraes determina transferência de Bolsonaro para Papudinha Um dos argumentos centrais da defesa para pedir a saída da sede da PF envolvia a alimentação. Familiares e advogados relataram "desconfianças" sobre a origem e a segurança da comida servida na carceragem da Polícia Federal. No 19º Batalhão da PM, a estrutura inclui uma cozinha que permite tanto o preparo quanto o armazenamento de alimentos pelo próprio custodiado ou equipe autorizada, mitigando o receio apontado pela defesa. Além disso, está previsto o fornecimento de cinco refeições diárias. O laudo médico apresentado ao STF apontou a necessidade de intervenções fisioterapêuticas específicas no início da noite para garantir a "estabilização clínica" de Bolsonaro antes de dormir. Após o episódio recente em que Bolsonaro caiu da cama enquanto dormia na custódia da PF, a nova acomodação no Batalhão da PM permitirá a instalação de uma barra de proteção lateral na cama. O dispositivo de segurança visa evitar novos traumatismos e foi considerado inviável ou não disponibilizado na estrutura anterior da Polícia Federal. Segundo a decisão de Moraes, esse horário de tratamento era inviável na Superintendência da PF por questões administrativas e de segurança (troca de turnos e fluxo da carceragem). No batalhão da PM, essa rotina será permitida imediatamente. O aumento do espaço físico (de 12 para quase 65 metros quadrados) também foi justificado pela necessidade de instalar equipamentos médicos de suporte, como esteira e bicicleta ergométrica, recomendados para o tratamento de saúde do ex-presidente. Outra crítica à estadia na PF era a restrição de horários e a falta de privacidade. A nova rotina no Batalhão prevê banho de sol com "horário livre e privacidade total", além de um regime de visitas ampliado para três horários diferentes, dois dias por semana. Apesar da melhoria nas condições, a permanência de Bolsonaro no local será reavaliada. Moraes determinou que uma junta médica oficial examine o ex-presidente em até 10 dias para confirmar se a estrutura do batalhão é suficiente ou se será necessária uma transferência para um Hospital Penitenciário.