Os sintomas mais comuns observados na atenção básica são coriza, mal-estar, fraqueza e dores no corpo Reprodução/TV Tapajós Dados da UPA 24 Horas e do Hospital Municipal de Santarém, oeste do Pará, indicam que, ao longo de 2025, quase 10 mil atendimentos foram registrados por síndromes respiratórias. O volume expressivo acende um alerta para a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico e da prevenção de complicações, especialmente entre grupos de risco. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O Hospital Municipal contabilizou, em 2025, 3.338 atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, sendo 51 associados à Covid-19, 12 à influenza A e cinco à influenza B. Já na UPA 24 Horas, considerada a principal porta de entrada da urgência e emergência, foram mais de 5 mil atendimentos por síndromes gripais sem etiologia definida, quando os sintomas estão presentes, mas a causa não é imediatamente identificada. O pico de atendimentos ocorreu entre julho e setembro, com destaque para o mês de agosto, que ultrapassou 800 registros. Nas primeiras semanas de 2026, a UPA já contabilizou 43 novos atendimentos relacionados. As Unidades Básicas de Saúde também absorvem parte dessa demanda, principalmente em casos considerados leves. Em 2025, UPA e HMS atenderam quase 10 mil casos de sindromes respiratórias A médica generalista Rute Lima explica que os sintomas mais comuns observados na atenção básica são coriza, mal-estar, fraqueza e dores no corpo. Segundo ela, esses sinais iniciais podem ser avaliados nas UBS, com orientação e uso de medicamentos sintomáticos, enquanto quadros mais graves exigem encaminhamento. “O que mais a gente vê é coriza, mal-estar, fraqueza e dor no corpo. Identificou esses sintomas, pode procurar o posto de saúde. Já a falta de ar indica a necessidade de um serviço mais especializado”, explicou. Especialistas alertam que o corpo costuma dar sinais claros quando uma infecção viral evolui para algo mais sério. O infectologista João Assy destaca que febre persistente e elevada, prostração intensa e dificuldade respiratória podem indicar infecção bacteriana secundária. “Febre acima de 38,5, persistente por mais de três ou quatro dias, queda importante do estado geral e falta de ar são sinais de alerta”, afirmou. O médico reforça que, desde os primeiros sintomas, é fundamental evitar a automedicação, principalmente com antibióticos e anti-inflamatórios, e procurar orientação profissional. Ele ressalta ainda que crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida devem buscar atendimento médico logo no início dos sintomas, já que alguns vírus têm tratamento específico e mais eficaz quando iniciado precocemente. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região