Permissionários e clientes reclamam das condições da Feira da Marambaia, em Belém Permissionários da feira da Marambaia, em Belém, denunciam condições precárias da estrutura do espaço, que colocam em risco trabalhadores e clientes. Os relatos incluem telhas faltando, colunas rachadas, infiltrações, alagamentos e medo de acidentes, principalmente durante chuvas e ventanias. Segundo os feirantes, a cobertura que protege os boxes de venda de pescado tem falhas visíveis. Há pontos sem telhas, madeira deteriorada e pilares de concreto com rachaduras. “A chuva invade tudo. Quando a gente vê uma estrutura de concreto desse jeito, dá medo. Vem uma ventania e joga tudo no chão”, diz o permissionário Roberto Corrêa. A situação é antiga. Adezio Ferreira, que trabalha na feira há cerca de 30 anos, afirma que o espaço nunca passou por reformas. “Nunca, nunca na minha vida. Passam aqui só para entregar carnê para a gente pagar, mas não tem melhoria. Esses pilares estão para cair. Em ventania forte com chuva, eu tenho medo”, relata. Além dos problemas estruturais, falta água nas torneiras, o esgoto fica exposto e moscas circulam pelo local, o que obriga os permissionários a improvisarem para proteger a mercadoria. “No começo a gente colocava em cima da pedra com plástico, mas não resolvia. Aí a gente inventou foi dentro do isopor”, conta Roberto. Sem banheiros públicos, os feirantes improvisaram um mictório. Os corredores têm piso quebrado, limo e pontos de alagamento quando chove. Parte da cobertura foi feita pelos próprios permissionários, o que resulta em áreas protegidas e outras completamente expostas, levando ao fechamento de alguns boxes. A permissionária Sidrolina Freitas, que trabalha na feira desde 2011, diz que a falta de estrutura afasta clientes e dificulta a limpeza. “Os clientes querem vir, mas o telhado cada um faz como pode. Molha, alaga e a limpeza fica difícil. Não tem um esgoto que funcione”, afirma. Apesar dos esforços diários de limpeza, o problema persiste. “Tem funcionários da prefeitura, mas à noite acontece sujeira de moradores de rua. É todo tempo sujo, todo tempo a gente limpando”, diz José Azevedo, permissionário. A feira tem papel importante no comércio do bairro. A pensionista Ana Lúcia Neves afirma que é bem atendida e encontra bons preços, mas reconhece a necessidade de melhorias. “Está faltando mais limpeza, uma estrutura melhor”, diz. Já a instrutora Darlene Oliveira relata preocupação com a higiene. “Já vi várias vezes ratos passando. Como consumidora, tenho medo de comprar um produto aqui e pegar uma infecção”, afirma. Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico informou que já realizou visita técnica à feira e ao mercado da Avenida Dalva, no bairro da Marambaia, para avaliar as principais necessidades de infraestrutura e organização do espaço. A secretaria não informou prazo para a execução dos serviços. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará