A mãe dos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o início de janeiro em Bacabal, no Maranhão, falou pela primeira vez sobre a angústia vivida pela família. Em entrevista à TV Globo, Clarice Cardoso descreveu o sofrimento desde o sumiço das crianças, ocorrido no dia 4, quando elas brincavam em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município. Janaina Reis Miron: Irmã de Ricardo Nunes é presa após ser identificada pelo Smart Sampa Antiga cracolândia: Prefeitura de SP retoma área do Teatro de Contêiner — Tem sido difícil. Para dormir, tive que tomar medicação, não comia. É uma dor que não desejo para ninguém — afirmou à emissora. Enquanto isso, as buscas entraram no 12º dia e foram ampliadas. O Corpo de Bombeiros do Maranhão iniciou uma nova fase da operação com varreduras subaquáticas no lago Limpo, a cerca de três quilômetros do local onde as crianças foram vistas pela última vez. Quatro mergulhadores atuam na região, e outro lago também deve ser incluído nas buscas. A força-tarefa foi reforçada nesta quinta-feira com a chegada de bombeiros militares dos estados do Pará e do Ceará, além de cães farejadores. Ao todo, mais de 600 pessoas participam da operação, entre policiais civis e militares, bombeiros, peritos, equipes de inteligência, Exército e voluntários. Drones com tecnologia termal e aeronaves também são usados para sobrevoar a área de mata, considerada densa e de difícil acesso. Os irmãos desapareceram enquanto estavam acompanhados do primo Anderson Kauã Barbosa Reis, de 8 anos, que também se perdeu na mata, mas foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, após cerca de 72 horas desaparecido. O menino foi localizado por produtores rurais e levado ao hospital. Às autoridades, ele relatou que as crianças entraram sozinhas na mata e acabaram se perdendo. Exames descartaram a hipótese de violência sexual. As investigações seguem para esclarecer a dinâmica do desaparecimento, e as autoridades mantêm as buscas em várias frentes. A prefeitura de Bacabal oferece uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem à localização das crianças.