Quatro irmãos que afirmam ter sido vítimas de abuso por Michael Jackson quando crianças participaram de uma audiência em um tribunal de Los Angeles na quarta-feira (14.01). O juiz observou que um acordo anterior provavelmente bloqueará qualquer processo contra o espólio do cantor, segundo relatos da imprensa. Frank, Aldo, Marie-Nicole e Dominic Cascio, que durante décadas defenderam Jackson das acusações de abuso infantil, agora alegam ter sido manipulados, aliciados e molestados pelo artista durante a infância. As acusações vieram à tona após a divulgação da série documental Leaving Neverland, em 2019. Michael Jackson no Grammy de 1984 Getty Images Segundo a imprensa, os irmãos (sem Eddie) viajaram a Los Angeles acompanhados dos pais para a audiência, com o objetivo de anular um acordo firmado em 2020, que seu advogado, Mark Geragos, descreveu como "ilegal" em documentos apresentados dias antes do encontro judicial. Durante a audiência, de acordo com a Rolling Stone, o juiz optou por não decidir de imediato sobre uma petição do advogado do espólio de Jackson, Marty Singer, que pedia que os Cascios fossem direcionados à arbitragem confidencial, conforme estipulado no acordo anterior. Michael Jackson no Super Bowl de 1993 Imaxtree Singer afirmou no tribunal que os irmãos haviam firmado um acordo com o espólio em 2020, antes de renegociar o valor para obter mais dinheiro. Ele disse que ao processar publicamente, eles violariam o acordo original. “Discordamos categoricamente dessas alegações [de abuso por parte de Jackson]”, declarou, segundo a Rolling Stone. “O motivo pelo qual este caso está prosseguindo é porque houve uma exigência de extorsão de US$ 213 milhões (R$ 1,146 bilhão) no verão passado.” Mark Geragos, representante da família Cascio, afirmou que os membros da família se sentiram coagidos a aceitar o acordo, conforme relatado pela Rolling Stone. Em outubro, documentos judiciais indicaram que Geragos considerava o acordo "inexequível", argumentando que ele servia para encobrir abusos. Antes da audiência de ontem, o juiz já havia sinalizado que poderia obrigar a arbitragem. Geragos classificou a decisão preliminar como "juridicamente equivocada". American singer Michael Jackson (1958 - 2009) performing at Wembley Stadium, London, on his 'Dangerous' World Tour, 30th July 1992. (Photo by Dave Benett/Getty Images) (Foto: Getty Images) Vogue A PEOPLE procurou os advogados de ambos os lados em busca de comentários. Após a audiência, na qual a Rolling Stone e o TMZ relataram que um dos irmãos foi visto chorando, Geragos disse ao USA Today: “A família foi ao tribunal para ver com os próprios olhos o Sr. Singer e o Sr. Branca, em nome do espólio, os chamarem de mentirosos apenas cinco anos depois de o Sr. Branca ter pago à família Cascio em um acordo secreto porque acreditava que eles diziam a verdade.” Howard King, advogado que também representa os Cascios, afirmou ao TMZ que possui 10 horas de gravações com depoimentos juramentados detalhando os "abusos horríveis" sofridos pelos irmãos e que Singer teria assistido a trechos desses depoimentos. Hugo Boss patrocina a exposição "Michael Jackson: Thriller (Black and White) por Graham Dolphin (Foto: Reprodução) Vogue Singer, em declaração ao USA Today, disse que King estava "mentindo descaradamente": "Eu nunca fiz nenhuma das declarações que ele alega que eu fiz", afirmou. “Meu colega advogado, Jonathan Steinsapir, que estava comigo, confirma que a declaração feita pelo Sr. King é uma completa invenção”, continuou Singer. “O Sr. King está simplesmente tentando desviar a atenção do fato de ter feito uma exigência extorsiva de US$ 213 milhões (R$ 1,146 bilhão) que é o objeto da ação judicial por extorsão movida por nosso cliente contra Frank Cascio e que foi denunciada às autoridades.” Uma nova audiência foi marcada para 5 de março. Michael Jackson (Foto: Getty Images) Vogue Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!