Celeiro de joias: Palmeiras repete fórmula da Copinha e vê surgir nova joia avaliada em mais de R$ 620 milhões

Ano após ano, a Copa São Paulo de Futebol Júnior confirma um roteiro que o Palmeiras transformou em estratégia. A edição de 2026 mal começou, e o clube já vê emergir mais um ativo de alto valor no mercado: o atacante Eduardo Conceição, de 16 anos, que assinou na última semana seu primeiro contrato profissional, válido até janeiro de 2029, com multa rescisória fixada em 100 milhões de euros (R$ 624 milhões). Uma das sensações iniciais da Copinha, Eduardo explodiu na vitória por 9 a 0 sobre o Batalhão ao marcar quatro gols e dar duas assistências. O desempenho imediato o colocou no radar internacional. Na Espanha, o Diário AS estampou o jovem como o “novo Endrick”, enquanto o português A Bola destacou sua atuação sob o título: “Um Conceição para Abel lapidar”. A valorização já se reflete em números concretos. Em 2025, o Palmeiras recusou uma proposta de 16 milhões de euros pelo atacante, que chegou ao clube em 2018, aos nove anos, inicialmente para o futsal, antes de migrar para o campo e avançar pelas categorias de base. O roteiro é conhecido na Academia de Futebol. Em 2015, Gabriel Jesus foi o nome da Copinha que levou o Palmeiras à semifinal. Meses depois, tornou-se protagonista do time profissional, conquistou Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e o ouro olímpico, antes de ser vendido ao Manchester City por 32,75 milhões de euros. Sete anos mais tarde, foi a vez de Endrick transformar a competição em trampolim. Com apenas 15 anos, marcou quatro gols nas duas primeiras rodadas da Copinha de 2022, seguiu decisivo até o título e, ainda naquele ano, estreou no profissional, conquistou o Brasileirão e iniciou a trajetória que o levaria ao topo do futebol mundial. A sequência teve novo capítulo em 2024 com Vitor Reis. Mesmo com a eliminação precoce do Palmeiras naquela edição, o zagueiro foi incluído pelo The Guardian entre os 60 jovens mais promissores do futebol mundial. Capitão da Seleção Brasileira Sub-17, marcou gol na estreia profissional contra o Corinthians e, no início de 2025, foi vendido ao Manchester City por 35 milhões de euros — a maior negociação da história do futebol brasileiro para um defensor. — Hoje, o mercado olha para a base do Palmeiras com o mesmo respeito que olha para grandes academias europeias. A combinação entre tecnologia, metodologia e tempo de maturação faz com que o clube não apenas revele, mas maximize o valor de cada talento — afirma Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sports Management no Brasil. Além deles, nomes como Estêvão, hoje no Chelsea; Luis Guilherme, no West Ham; e Danilo, no Nottingham Forest, ajudaram a base alviverde a movimentar mais de R$ 1,5 bilhão em vendas desde 2015. O atacante volta a campo nesta quinta-feira (15), às 15h, na Arena Barueri, contra o Flamengo-SP, pela fase de 16-avos de final da Copinha 2026.