Aumenta peso de empresas brasileiras em índice de ações de países emergentes: veja por que isso ajuda ainda mais a Bolsa

A participação de ações brasileiras no índice MSCI de Mercados Emergentes (MSCI EM) registrou um leve aumento em 2025 para 4,32%. No ano anterior, ficou em 4,06%. O indicador é uma referência internacional para gestores de investimentos definirem aplicações em economias em desenvolvimento como o Brasil. A última vez que o país havia registrado um aumento na participação da composição do índice foi em 2023, quando a fatia expandiu de 3,99% em 2022 para 5,26%. O avanço do ano passado, ainda que mais modesto, é um “chamariz” ao mercado brasileiro, na avaliação de analistas. Ibovespa vai continuar a bater recordes? Veja o que pensam analistas estrangeiros Veja como se previnir: golpe promete reembolso do FGC a investidores do Master Isso porque reflete a valorização recente dos papéis na Bolsa brasileira e chama a atenção de investidores internacionais para o potencial de valorização que as empresas do país ainda têm. “Essa mudança de peso foi impulsionada principalmente pelo forte desempenho relativo do Brasil em comparação com outros mercados emergentes ao longo de 2025”, afirmou em nota a MSCI. No ano passado, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou 34% de valorização em reais. Em dólares, o avanço do índice foi de 50,9%. Como preservar a bateria do iPhone nesse calorão? Veja dicas para evitar desgaste do aparelho no verão O movimento foi catapultado pelo maior ingresso de estrangeiros no mercado de ações, que terminou 2025 com saldo positivo de R$ 25,4 bilhões, descontando as saídas. Em 2024, esse indicador ficou negativo, com saída maior que a entrada de capitais. Foram R$ 32 bilhões que deixaram a B3 no ano retrasado. 'Excelente', comemora especialista Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, comemora a maior participação brasileira no índice: — É excelente. Você estar ali obriga os fundos que seguem o índice a comprar a sua ação. Initial plugin text Sobre aumentar o apetite estrangeiro por ações brasileiras, valorizando a Bolsa do país, Cruz afirma que outras medidas poderiam impulsionar ainda mais a participação brasileira do lado macroeconômico, como a redução da relação dívida/PIB, que poderia elevar o grau de investimento brasileiro. O peso do país na cesta de empresas que compõem este índice internacional é determinado justamente pelo valor de mercado das companhias escolhidas a dedo pelos responsáveis que gerem a composição do índice. Segundo a MSCI, essa escolha leva em conta o nível de capitalização (empresas grandes) e a liquidez das ações (facilidade de venda e compra dos papéis). O movimento acontece um ano depois de a participação brasileira alcançar o menor nível desde 2010, a 4,06%. Em 2024, o Brasil perdeu a quinta colocação do índice para a Arábia Saudita, que registrou naquele ano uma participação de 4,15% no peso do índice. A perda da colocação foi influenciada pela forte desvalorização das ações brasileiras. O Ibovespa perdeu 10% em reais em 2024 e 28% em dólares. Também contribuiu para isso a desvalorização do real em 2024, que recuperou valor perante ao dólar no fim do ano passado. No ano retrasado, a moeda americana subiu quase 20% frente ao real. Já no ano passado houve uma queda de cerca de 11%. Interior de uma fábrica de chips da TSMC em Hsinchu, Taiwan Lam Yik Fei/The New York Times Com isso, as empresas brasileiras retomaram a quinta colocação na participação do MSCI EM (sigla para mercados emergentes, em inglês), no qual a China se mantém na liderança, com suas empresas representando 27,6% do indicador. Veja o 'top' 5 do MSCI EM: China, com 27,6%; Taiwan, com 20,6%; Índia, com 15,3%; Coréia do Sul, com 13,3%; Brasil, com 4,32% Apesar do aumento da participação das empresas brasileiras — cujos nomes não foram revelados pela MSCI —, as empresas asiáticas são as que concentram maior de participação no índice. A consultoria que elabora o índice divulgou apenas um 'top 10' de companhias de países emergentes, as que mais influenciam o indicador. Chama a atenção a concentração das líderes na área de tecnologia. A TSMC, gigante de chips sediada em Taiwan, lidera o ranking por empresas, com representação de 11,88% do índice. A chinesa Tencent, dona do WeChat e outros apps destinados ao mercado chinês, possui 4,82% de representação no MSCI EM, em segundo lugar. A sul coreana Samsung vem em seguida, com 3,85% da fatia, enquanto a chinesa Alibaba, dona do AliExpress, possui outros 3,08% do índice. Initial plugin text