Astronauta registra aurora boreal vista do espaço; veja imagens impressionantes do fenômeno ao redor do mundo

O astronauta japonês Kimiya Yui, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), divulgou neste fim de semana imagens encantadoras da aurora boreal captadas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), em um vídeo em time-lapse que revela o fenômeno em cores vibrantes sobre a Terra. Aurora boreal: 8 destinos para encontrar o fenômeno mais espetacular do mundo À procura das luzes: Entre a expectativa e a chance de frustração, como é a busca pela aurora boreal nos céus da Islândia O registro foi publicado em sua conta na rede social X enquanto Yui se aproximava do retorno à Terra após completar parte da missão Crew-11, realizada em colaboração entre JAXA, NASA, Rússia e SpaceX. A gravação mostra as luzes do norte, causadas por partículas solares interagindo com o campo magnético do planeta, dançando na atmosfera terrestre, um espetáculo raro observado da órbita. Initial plugin text O astronauta explicou na legenda que o vídeo foi feito “nos intervalos de trabalho” e que o presente visual foi uma forma de agradecer pelos quase 300 dias de experiências valiosas no espaço. Como se formam as auroras O fenômeno da aurora boreal, também conhecido como Luzes do Norte, ocorre quando partículas energéticas emitidas pelo Sol colidem com a magnetosfera da Terra, criando cortinas de luz coloridas visíveis principalmente nas altas latitudes. As cores variam conforme o tipo de gás e a altitude da colisão. As auroras ocorrem com mais frequência em áreas de altas latitudes, próximas ao Círculo Polar Ártico, formando um anel conhecido como oval auroral. Os locais com maior probabilidade de observação incluem o norte da Noruega, Suécia e Finlândia, a Islândia, o Alasca, o norte do Canadá e regiões da Groenlândia. No Hemisfério Sul, o fenômeno equivalente é chamado de aurora austral, visível principalmente na Antártica e em áreas do extremo sul da Austrália, Nova Zelândia e Chile. A intensidade e a extensão das auroras variam conforme a atividade solar: em períodos de maior instabilidade no Sol, elas podem ser vistas em latitudes mais baixas do que o habitual. Registros que encantam Em fevereiro do ano passado, o astronauta da Nasa Don Pettit, conhecido por ser um exímio fotógrafo espacial, também divulgou imagens que fez do fenômeno, capturadas diretamente do espaço. Além da aurora, aparecem na foto o fenômeno chamado luminescência atmosférica, a vista do horizonte da Via Láctea e o sol a nascer sobre um oceano Pacífico nublado. Paleta orbital ao nascer do sol Reprodução Já em março de 2024, um show de luzes da aurora boreal iluminou os céus de todo o Reino Unido durante duas noites. Os observadores que estavam na Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e também na Inglaterra puderam vislumbrar o fenômeno, que não é típico nos países. No X — antigo Twitter —, internautas compartilharam os registros. Um fenômeno ainda mais raro provocou auroras boreais de cores diferentes do usual nos Estados Unidos, em novembro de 2023. Diferente da esverdeada aurora boreal construída no imaginário popular dos brasileiros, o espetáculo da natureza revelou também tons laranjas e roxos em um vídeo gravado no Lago Winnipesaukee, em New Hampshire. Além do estado, o fenômeno foi visto ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, e em estados do Sul como Texas e Carolina do Norte. Na Islândia, o fenômeno tornou-se cartão-posta do país. Há excursões de turistas em ônibus enormes, micro-ônibus e superjipes, guias particulares e passeios de barco, um acampamento base que faz as vezes de observatório e até museu. Tudo para observar as belas luzes. Os guias capricham para explicar a ciência e criam expectativas nos turistas de que verão o espetáculo em suas viagens, e a maioria das agências oferece a opção de remarcação gratuita do passeio caso as luzes não apareçam. A "caçada" torna-se quase tão divertida quanto a observação do fenômeno em si.