O subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião, fará nesta sexta (16) um exame de corpo de delito com o intuito de comprovar que sofreu agressões por parte de instrutores de stand up paddle durante uma ação de ordenamento realizada na Praia de Copacabana na quarta-feira. Segundo Rubião, o caso foi registrado pela 13ª DP e está sendo investigado. Uma testemunha da confusão, que o ajudou a sair da água, entretanto, nega ter havido agressão ou tentativa de afogamento na ocasião, assim como os responsáveis pela guarderia envolvida no caso já haviam feito. —Apresentei um vídeo de seis minutos na 13ª DP (veja trecho nesta reportagem). Lá dá para ver que estão fugindo com as pranchas em direção a alto-mar e que me empurram para baixo com o remo. Hoje (quinta) recebi um documento de acompanhamento do caso e vou fazer o corpo de delito de amanhã — diz Rubião. Briga de trânsito: Motorista de ônibus é preso após passar por cima de moto no Leblon; vídeo 'Escada flutuante': Restaurante no Vidigal pedirá licença para fazer nova estrutura após retirada pela prefeitura O caso aconteceu ontem (14), durante uma ação de fiscalização e ordenamento da prática de stand up paddle, em Copacabana. Na ocasião, o subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião, disse que sua equipe encontrou material de seis escolas clandestinas e afirmou ter sofrido agressões e até uma tentativa de afogamento por parte do dono e de funcionários de uma delas, a Guarderia Náutica, ao entrar no mar para buscar os equipamentos esportivos. No mesmo dia, a Guarderia Náutica emitiu uma nota desmentindo a tentativa de intimidação relatada pelo subprefeito. Nos comentários de um dos posts sobre o caso que circulam pela internet, junto com um vídeo em que Rubião aparece nadando até uma prancha de stand up paddle e descansando sobre ela, uma testemunha conta que o ajudou a sair da água e nega que tenha havido agressão ou tentativa de afogamento. Na versão da atleta, ouvida pelo GLOBO-Zona Sul, um dos instrutores segurou a prancha de Rubião com o remo porque havia correnteza e ondas, e não para interceptar o seu movimento. Trecho do vídeo entregue pelo subprefeito da Zona Sul à polícia Segundo ela, o subprefeito estava ofegante e sem remo. — Me ofereci para ajudar, pedi que ele me olhasse e segurasse na minha mão para se sentir seguro. Ele hesitou, mas segurou. Perguntei se sabia nadar, e ele disse que sim. Então o conduzi até a praia. Quando já dava pé, pedi que descesse da prancha, mas ele teimosamente permaneceu sobre ela. Avisei sobre as ondas, ele continuou ali. Desci rapidamente e empurrei a prancha para trás, para que ele passasse pela arrebentação e não tomasse um caldo. Só então ele desceu — conta ela. A atleta, que prefere não ser identificada, afirma que só mais tarde soube que se tratava do subprefeito. — Acho que é superválida a fiscalização para garantir a ordem e sou a favor da regulamentação, mas ele espalhou mentiras sobre os trabalhadores na internet — diz. O subprefeito rebate. Desmente a atleta e diz que o vídeo em circulação mostra apenas parte do que aconteceu. Afirma que no vídeo de seis minutos que apresentou à delegacia as agressões são visíveis, inclusive o momento em que ele teria sido empurrado para baixo d'água pelos instrutores. — É uma mentira facilmente desmentida pelo vídeo que eu apresento — garante. A ação terminou com 60 pranchas apreendidas. A Guarderia Náutica, que antes funcionava como SUP Copa, teve o alvará suspenso em junho pela prefeitura, depois do acidente que deixou à deriva 77 pessoas no Leme. Atualmente, segundo testemunhas ouvidas pelo GLOBO, a empresa não colocava mais a tenda na areia, mas levava, clandestinamente, as pranchas de uma loja da Guarderia, na Rua Joaquim Nabuco, até a praia. Initial plugin text